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Fiéis realizam procissão marítima com a imagem do Senhor do Bonfim antes da Lavagem

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Uma procissão marítima realizou, na manhã deste domingo (11), o transporte da imagem de Nosso Senhor do Bonfim até a Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia, no bairro do Comércio. O cortejo pelo mar, promovido pelo Santuário Senhor do Bonfim, antecede a tradicional Lavagem do Bonfim, marcada para a próxima quinta-feira (15), quando a imagem retorna à Colina Sagrada, no Bonfim, em caminhada terrestre.

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As atividades começaram às 8h, com a celebração de uma missa no mar, em frente à Igreja da Penha, na Ribeira. Por volta das 9h, a embarcação que conduzia a imagem de Nosso Senhor do Bonfim seguiu pela Baía de Todos-os-Santos em direção ao Porto da Barra, fez o retorno e encerrou o percurso no Terminal Náutico da Bahia, no Comércio.

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O traslado da imagem e as celebrações religiosas tiveram apoio da Prefeitura de Salvador. De acordo com o diretor de Turismo da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), Gegê Magalhães, a procissão marítima possui a mesma relevância simbólica que os demais ritos da festa. “É todo um processo, não só do turismo religioso, mas relacionado à devoção do soteropolitano ao Senhor do Bonfim”, disse.

“Nós queremos potencializar esses eventos para que se tornem grandes acontecimentos, como a missa de hoje na Penha, com centenas de pessoas, e com todo apoio dos órgãos para fazer uma grande festa, do tamanho que o Senhor do Bonfim merece. Vamos dar continuidade às festas populares, com muita coisa acontecendo na cidade até o Carnaval, tendo um verão com recorde de turismo e de entregas na cidade”, completou Gegê Magalhães.

O reitor da Basílica Santuário Senhor do Bonfim, padre Edson Menezes, destacou o simbolismo histórico da Penha, primeiro local a acolher a imagem sagrada. “Esse evento é uma memória daquilo que aconteceu a 281 anos atrás, quando a imagem do Senhor do Bonfim chegou de Portugal e foi acolhida aqui. Então, nós queremos valorizar esse lugar como referência da acolhida ao Senhor do Bonfim e conduzindo a sua imagem até a Conceição da Praia, de modo que na quinta-feira possamos retornar à Basílica com muita gente”, disse.

Segundo o reitor, tanto a procissão marítima quanto a caminhada programada para quinta-feira são momentos marcados por forte emoção e fé. “São dois acontecimentos que agora passam a fazer parte da nossa programação, porque a tradição tem que acompanhar a evolução do tempo, se adaptar a cada época sem perder a sua originalidade”, disse.

O juiz presidente da Irmandade do Santuário do Senhor do Bonfim, Marcelo Sacramento, ressaltou que a procissão marítima também presta homenagem ao Capitão Teodósio, responsável pela construção da Basílica do Senhor do Bonfim há 281 anos.

“Nós saímos da Marina na Penha, paramos ali na Igreja da Penha para a celebração da missa, que Padre Edson faz com muito carinho, local onde a imagem chegou em 1745, e dali nós seguimos em procissão marítima até a Barra, retornando até a Rampa do Mercado, onde desembarcamos. O povo aguarda com ansiedade a chegada e leva a imagem até a Conceição da Praia, de onde na quinta-feira ela parte a pé de volta para a Colina Sagrada nos braços do povo”, descreveu.

Ainda de acordo com Marcelo Sacramento, o cortejo pelo mar vem, gradualmente, se consolidando como tradição. “Esse é o quarto ano que a gente faz, é uma ideia do padre Edson inclusive, e a gente faz essa homenagem ao capitão Teodósio, que com certeza vai se transformar em mais uma celebração tradicional” concluiu Sacramento.

A cabeleireira Odenísia Souza, de 77 anos, participou pela primeira vez da missa na Penha, embora costume frequentar as celebrações na Igreja do Bonfim. “Gosto de participar de momentos como esse para agradecer pelos milagres e pelas bênçãos que eu recebo, e que a minha família também recebe. É um sentimento de gratidão, sempre. É muita emoção”, disse.

Já o aposentado Adroaldo Mendes, de 67 anos, guardião da Igreja do Bonfim há três anos, saiu de Lauro de Freitas especialmente para a celebração. “O sentimento é de prazer, emoção à flor da pele, porque não tem como você estar diante da imagem e não sentir o poder do Senhor do Bonfim. Todo ano e toda sexta-feira, na primeira missa, às seis horas da manhã, estou na Igreja. Sou devoto mesmo, nosso grupo está sempre presente”, contou.

 

Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS

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