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OSBA promove “Baile Concerto – A Saideira” com duas apresentações e participações de grandes artistas da música baiana nos dias 21 e 22 de fevereiro

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A força do Carnaval da Bahia volta a se unir à imponência da música sinfônica na oitava edição do Baile Concerto da OSBA. Em 2026, a Orquestra Sinfônica da Bahia propõe uma verdadeira saideira carnavalesca, com duas apresentações que celebram o samba e a diversidade de ritmos que dão identidade ao Carnaval de Salvador.

O espetáculo “Baile Concerto – A Saideira” será realizado no dia 21 de fevereiro (sábado, logo após o Carnaval), às 19h, no Largo do Pelourinho, com acesso gratuito. Já no dia 22 de fevereiro (domingo), também às 19h, a apresentação acontece na Concha Acústica do Teatro Castro Alves. Os ingressos estarão disponíveis a partir das 14h desta sexta-feira (06/02), por meio da plataforma Sympla e na bilheteria da Concha Acústica do TCA, com valores de R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia).

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Com regência e direção musical do maestro Carlos Prazeres e direção artística de Manno Góes, o “Baile Concerto – A Saideira” reúne a OSBA a grandes nomes de diferentes vertentes da música baiana. Participam do espetáculo Alinne Rosa, Cortejo Afro, Illy, Larissa Luz, Nelson Rufino, Robson Morais e Serginho do Adão Negro. O time de convidados conta ainda com Edcity, presente apenas no dia 21, e Zeca Veloso, que participa exclusivamente da apresentação do dia 22. O repertório também terá as participações especiais do violinista da OSBA, Mário Soares, e da soprano Raquel Paulin.

Diálogo com o Carnaval baiano e seus estilos musicais

Segundo o maestro Carlos Prazeres, o Baile Concerto, cuja primeira edição aconteceu em 2018, reafirma o compromisso da OSBA em dialogar com a cultura da Bahia, por meio de concertos que celebram manifestações populares como o Carnaval e o São João.

“No Baile Concerto, os arcos viram serpentinas, os metais brilham como confete e a partitura se abre para a alegria coletiva. A orquestra assume sua máscara carnavalesca sem medo, provando que pode ser plural, popular e sofisticada ao mesmo tempo”, afirma o maestro.

À frente da direção artística desta edição, o músico e compositor Manno Góes explica que o espetáculo presta uma homenagem ao samba, que completa 110 anos e é a base da música e da dança brasileiras, com fortes raízes africanas que sustentam os diferentes gêneros presentes no Carnaval soteropolitano.

“A partir do samba, celebramos todos os ritmos e vertentes que constroem o carnaval de Salvador: samba-reggae, axé music, ijexá, frevo, pagodão, reggae, os blocos afro, a música das ruas… Tudo isso tendo como palco esses espaços fundamentais para a música baiana, a Concha Acústica e o Largo do Pelourinho, grandes símbolos e cenários de todo esse movimento”, comenta Góes.

Ainda de acordo com Manno Góes, cada artista convidado representa uma faceta do Carnaval de Salvador: “Alinne Rosa traz a energia do trio elétrico, do pop baiano e do axé music; o Cortejo Afro vem com a força ancestral, estética e percussiva dos blocos afro e do Pelourinho; Edcity chega com a força do pagodão baiano; Illy apresenta uma nova voz da Bahia, entre o urbano, o samba e o contemporâneo; Larissa Luz agrega com sua potência afro, política, cênica e vocal; Nelson Rufino, baiano da gema, representa o nosso samba de raiz; Robson Morais canta o axé romântico e popular dos sucessos da eterna Banda Mel; Serginho do Adão Negro está presente porque o reggae baiano também é Carnaval; além de Zeca Veloso, que faz esse elo entre tradição e juventude”.

 

Foto: Taylla de Paula

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