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Corpo inflamado? Veja alimentos que devem ser evitados

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A sensação de inchaço, cansaço frequente, dores articulares ou até alterações na pele muitas vezes são associadas ao que popularmente se chama de “corpo inflamado“. Embora a inflamação seja um mecanismo natural de defesa do organismo, quando ela se torna crônica, ou seja, constante, pode estar ligada ao aumento do risco de diversas doenças, como diabetes tipo 2, problemas cardiovasculares e distúrbios metabólicos.

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“As doenças inflamatórias crônicas são hoje reconhecidas como a principal causa de morte no mundo, com mais de 50% de todas as mortes atribuíveis a condições relacionadas à inflamação, como doença isquêmica do coração, AVC, câncer, diabetes, doença hepática gordurosa não alcoólica, doenças autoimunes e neurodegenerativas”, detalha Tassiane Alvarenga, endocrinologista e metabologista da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia).

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Esse processo inflamatório normalmente acontece quando o sistema imunológico passa a reagir de forma contínua a estímulos que interpreta como ameaça. Entre eles estão estresse, sedentarismo, privação de sono, tabagismo e, também, padrões alimentares desequilibrados. É nesse ponto que a alimentação entra como um dos fatores que podem piorar ou ajudar a controlar esse estado.

“De forma geral, não é um alimento isolado que determina um estado inflamatório, mas sim o padrão alimentar como um todo e a frequência de consumo. O organismo saudável tem capacidade de lidar com exposições pontuais. O problema está na repetição diária de escolhas alimentares inadequadas, que mantêm picos glicêmicos frequentes, sobrecarga hepática e alteração da microbiota intestinal”, acrescenta Gabriela Rossman, nutróloga, especializada em Medicina Funcional Integrativa e Nutrologia Esportiva pela Abran (Associação Brasileira de Nutrologia).

O consumo recorrente de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares adicionados, gorduras saturadas e gorduras trans, tende a estimular respostas inflamatórias do corpo quando fazem parte da rotina.

Refrigerantes, bebidas açucaradas, doces industrializados e produtos feitos com farinha refinada, como biscoitos, bolos e pães altamente processados, podem contribuir para picos rápidos de glicose no sangue. Esse efeito metabólico, quando repetido diariamente, está associado à produção de substâncias pró inflamatórias no organismo. O mesmo vale para embutidos, frituras e alimentos com alto teor de sódio e aditivos químicos.

Além disso, o excesso de álcool e o consumo regular de carnes processadas também fazem parte de um padrão alimentar desequilibrado e podem favorecer processos inflamatórios.

“O que mais contribui para a inflamação no corpo não é um alimento isolado consumido ocasionalmente, mas, a frequência e a soma dos hábitos alimentares aos demais hábitos ao longo do tempo. O organismo até consegue lidar com excessos pontuais. O problema surge quando esses estímulos inflamatórios se repetem todos os dias, sem tempo nem recursos para o corpo se recuperar. Não é o doce do fim de semana ou a refeição fora da rotina que inflama o corpo, o problema é a repetição diária”, diz Amanda Figueiredo, nutricionista clínica pela USP.

Por outro lado, manter uma dieta variada, rica em alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, legumes, verduras, grãos integrais, oleaginosas, está associado a efeitos anti-inflamatórios, principalmente quando combinado à prática de atividade física, sono adequado e controle do estresse.

“Na alimentação, o padrão que mais acumula evidências é o mediterrâneo. Componentes como o azeite, ácidos graxos poli-insaturados e polifenóis têm efeitos antidiabéticos, cardioprotetores e neuroprotetores. No estilo de vida, o exercício físico, especialmente o treino de força, tem papel direto na redução de marcadores inflamatórios. O sono de qualidade, o manejo do estresse e a redução do tabagismo e do álcool completam o cenário”, acrescenta a endocrinologista.

 

Veja como reduzir a inflamação crônica:

  • Priorize alimentos in natura ou minimamente processados;
  • Aumente o consumo de vegetais, frutas, leguminosas e fibras;
  • Inclua fontes de ômega-3 (como peixes e sementes);
  • Reduza açúcar, ultraprocessados e álcool;
  • Pratique atividade física regularmente;
  • Durma entre 7 e 9 horas por noite;
  • Controle o estresse (meditação, terapia, lazer);
  • Mantenha peso adequado, com foco na redução da gordura visceral.

 

Fonte: CNN Brasil

Foto: Oscar Wong/GettyImages

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