O infarto agudo do miocárdio ou ataque cardiaco como é conhecido, sempre foi historicamente associado a pessoas mais velhas,mas cada vez mais tem aparecido em jovens e adultos ativos na Bahia. Estudos recentes mostram que o aumento de casos em pessoas com menos de 45 anos vem sendo impulsionados devido à obesidade, estresse crônico, sedentarismo e alimentação inadequada.

Foto: Divulgação/ Doutor Sérgio Câmara
“O que vemos na prática clínica é um paciente mais jovem, muitas vezes economicamente ativo, com múltiplos fatores de risco acumulados ao longo dos anos, mesmo que só perceba isso mais tarde”, explica o cardiologista intervencionista Sérgio Câmara.
O empresário Adriano Costa Rosa, de 42 anos, acabou vivenciando essa realidade, após um treino intenso de corrida, ele acreditava se tratar apenas de uma exaustão e acabou precisando de atendimento de emergência e foi diagnosticado com infarto, mesmo já tendo perdido 35 quilos e mantido uma rotina regular de exercícios. Adrianou passou por cateterismo com implante de stent, um procedimento decisivo para restabelecer o fluxo sanguíneo no coração.
Para os especialistas, esse estilo de vida contemporâneo, com sono irregular, muito estresse e alimentação ultraprocessada acaba por acelerar o surgimento precoce de doenças cardiovasculares. Além disso, sintomas em jovens muitas vezes são subestimados, e acabam sendo confundidos com cansaço ou ansiedade o que atrasa o diagnóstico e aumentando o risco de complicações.
“Não basta apenas correr ou ir à academia. É preciso cuidar do conjunto: exames em dia, controle da pressão, alimentação, saúde mental e sono de qualidade”, alerta Sérgio Câmara.


