Rogério Ceni comanda o Bahia (Foto: Fernando Moreno/AGIF)
Por: LuBlck Gonçalves
O mundo do futebol foi abalado por um evento mais raro que gol de goleiro nos acréscimos: Rogério Ceni está suspenso. O “Mito”, conhecido por sua postura (quase sempre) flegmática à beira do gramado, conseguiu a proeza de acumular três cartões amarelos e será o grande desfalque do Bahia no embate contra o Flamengo, neste domingo, 19 de abril, no Maracanã.
Pela primeira vez em sua trajetória como comandante do Esquadrão de Aço, Ceni sentirá o gostinho amargo ou talvez doce, dependendo da hospitalidade carioca de assistir ao jogo longe das quatro linhas. A advertência fatal veio no último compromisso, após o treinador questionar a arbitragem com a intensidade de quem está prestes a cobrar uma falta na gaveta.
A “Lei do Ex” em Modo Offline
Para os teóricos da conspiração de plantão, a ausência de Ceni no Rio de Janeiro levantou sobrancelhas. Afinal, enfrentar o Flamengo clube onde foi campeão brasileiro, mas que nutre uma relação de “amor e DR” com o técnico sempre exige um preparo emocional digno de final de campeonato.
Ao ser questionado sobre o impacto de sua ausência, Ceni manteve o pragmatismo de quem já decorou o manual da FIFA:
“O impacto é zero. A gente desenvolve tudo no treinamento. O importante é que a preparação seja bem feita”, afirmou o técnico, provavelmente já pensando em qual restaurante do Leblon servirá a melhor parmegiana no domingo à tarde.
Quem assume o “Bora Bahêa”?
Sem o seu mestre de cerimônias titular, o Bahia deve ser comandado pelos auxiliares Charles Hembert ou Leandro Macagnan. A missão é simples (só que não): parar o Rubro-Negro em pleno Maracanã sem a presença física do homem que conhece cada centímetro daquela área técnica.
Enquanto isso, nas redes sociais, a torcida tricolor oscila entre o desespero e a piada. Alguns sugerem que Rogério levou o cartão estrategicamente para evitar o estresse de reencontrar a ex no domingo; outros acreditam que ele apenas queria testar se o VAR consegue checar cartões para treinadores (spoiler: ainda não).
Status de Rogério Ceni: No camarote, com um caderninho na mão e, possivelmente, uma secadora de cabelo por perto para manter o estilo.
O Bahia entra em campo buscando provar que existe vida inteligente (e tática) sem o seu “Mito” no banco. Já o Flamengo espera que o desfalque na beira do campo seja o empurrãozinho que faltava para os três pontos. Que comecem os jogos!


