O profissional de Educação Física, Rodrigo Bulso, de 33 anos, teve uma resposta positiva ao tratamento com imunoterapia ao qual foi submetido, poucos meses depois de receber o diagnóstico de um câncer agressivo que já havia se espalhado pelo corpo.
Em menos de três meses desde a descoberta da doença, os primeiros ciclos do tratamento já apresentaram uma redução importante das metástases (quando o câncer atinge outras partes do organismo além do local inicial).
A história dele começou de forma discreta, sem sintomas aparentes. Rodrigo não tinha manchas na pele, que costumam ser o sinal mais comum do melanoma. Por isso, a doença evoluiu sem ser percebida até causar uma fratura na coluna.
Depois do problema na coluna, ele passou por exames mais detalhados os quais mostraram que o câncer já havia se espalhado pelo corpo. Foi então confirmado um tipo mais raro da doença, chamado melanoma amelanótico, que não forma pigmentação na pele e pode ser mais difícil de ser identificado no início.
Com o diagnóstico já no estágio avançado, o tratamento começou rapidamente com imunoterapia. Esse tipo de terapia ajuda o próprio sistema de defesa do organismo a reconhecer e combater as células do câncer.
Por que a imunoterapia pode ajudar nesse tipo de câncer:
- Ajuda o sistema imunológico a reconhecer as células doentes;
- Pode agir mesmo quando o câncer já está espalhado pelo corpo;
- Não depende da presença de alvos específicos na pele ou pigmentação;
- Pode ter resposta positiva em alguns casos de tumores agressivos
Segundo o portal G1 Notícias, além dos exames médicos, a melhora também já aparece no dia a dia de Rodrigo. Ele voltou a frequentar a academia, recuperou peso e retomou a rotina de exercícios físicos. Até o momento, os efeitos colaterais do tratamento foram leves, principalmente coceira na pele, algo que os médicos consideram controlado.
Rodrigo conta que hoje se sente bem, como se não estivesse doente, o tratamento continua em andamento. No início do tratamento, ele recebeu uma combinação de dois medicamentos de imunoterapia, chamados nivolumabe e ipilimumabe, usados em casos mais avançados da doença para aumentar a resposta do sistema imunológico.
Agora, o protocolo passou a ser mantido apenas com o nivolumabe, aplicado em doses maiores e com intervalos mais longos entre as sessões. Nos próximos meses, novos exames vão ser feitos para verificar como o corpo está respondendo à continuação do tratamento.
FONTE: G1 NOTICIAS
Foto: Reprodução/ Arquivo pessoal


