A esporotricose, é uma doença causada por fungos e conhecida popularmente como “doença do jardineiro”, que tem preocupado autoridades de saúde em Salvador por afetar principalmente gatos (e também pode ser transmitida para humanos).
De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), os casos da doença continuam sendo registrados na capital baiana, o que vem reforçando a importância de reconhecer os sinais e sintomas para buscar atendimento o quanto antes. A infecção acontece, na maioria das vezes, através do contato com o fungo presente no ambiente ou por meio de arranhões, mordidas e secreções dos animais contaminados.
Atenção aos sinais
Nos gatos, a doença costuma se manifestar de uma forma gradual e muitas vezes podem ser confundidas com ferimentos comuns.
Entre os principais sintomas estão:
- Feridas na pele que não cicatrizam;
- Lesões com secreção, principalmente no rosto, patas e orelhas;
- Espirros frequentes ou dificuldade respiratória;
- Perda de peso e apatia em casos mais avançados.
Esses sinais que muitas vezes passam despercebidos, atrasam o diagnóstico e podem aumentar o risco de transmissão.
Como funciona o atendimento em Salvador
Na capital baiana, esse atendimento é realizado pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), que conta com equipes especializadas para avaliar os animais e orientar os tutores.
Esse serviço não funciona por demanda espontânea. Para agendar o atendimento é necessário entrar em contato com o canal Fala Salvador, através do número 156, onde será feito o agendamento da avaliação.
Após o diagnóstico, o dono do animal vai receber as orientações sobre o tratamento, o que inclui a utilização de medicamentos antifúngicos e cuidados para evitar a transmissão.
A esporotricose é uma doença que tem tratamento, e que exige um acompanhamento rigoroso e não deve ser ignorada. Sem esses cuidados adequados, o animal tem a tendência de piorar e ainda corre o risco de transmitir a doença para outros pets e pessoas.
Sendo assim, ao perceber qualquer sinal diferente, o certo é evitar o contato direto com as lesões e procurar atendimento especializado o quanto antes.
FONTE: SECOM/ PREFEITURA MUNICIPAL DE SALVADOR
Foto: Reprodução: Jefferson Peixoto / Secom PMS


