O Hospital Público Veterinário de Salvador,que fica localizado no bairro de Canabrava, em Salvador, trouxe um alerta sobre o abandono de animais na capital baiana. O Hospital voltou a alertar que abandonar animais é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais.
A unidade informou que situações de abandono ainda são registradas com frequência no hospital. A Lei nº 9.605/1998 informa que o abandono de animais é considerado crime no Brasil. Essa prática é enquadrada como maus-tratos e pode resultar em multa, prisão e perda da guarda do animal.
Segundo a coordenadora veterinária da unidade, Laís Amorim, muitos tutores acreditam que podem deixar animais resgatados no hospital logo após o atendimento, mas esse procedimento não é permitido. Ela explicou que os pets recebem os cuidados necessários, porém a responsabilidade em continuar com os cuidados dos animais segue sendo dos donos.
De acordo com Laís, quando acontece um abandono, o hospital acaba por registrar um boletim de ocorrência e utiliza as câmeras de segurança e os dados cadastrados pelos próprios tutores para poder fazer a identificação dos responsáveis. Após o tratamento, os animais ficam disponíveis para adoção.
A diretora da Diretoria de Promoção à Saúde e Proteção Animal (DIPA), Amanda Moraes, destacou que o combate aos maus-tratos e ao abandono exige uma atuação conjunta dos órgãos públicos. Ela ainda informou que a Prefeitura de Salvador vai seguir reforçando ações de proteção animal e responsabilização dos envolvidos.
Mantido pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Sustentabilidade e Resiliência (Secis), o hospital já conseguiu realizar mais de 330 mil atendimentos desde a sua inauguração, em 2024. O local oferece desde consultas clínicas até cirurgias.
Funcionamento do Hospital Público Veterinário
O atendimento é realizado por ordem de chegada, com distribuição diária de 40 senhas, os casos de urgência e emergência são atendidos mesmo sem senha. Após realizar o cadastro, os animais passam por uma triagem e exames para avaliação do quadro clínico.
Para atendimento, é necessário que os tutores apresentem RG, CPF e comprovante de residência.
FONTE: SECOM/PMS
Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS

