Uma operação realizada pela Polícia Federal (PF), em parceria com os órgãos ambientais, transferiu 69 ararinhas-azuis de um criadouro que fica localizado no interior da Bahia, essa ação aconteceu durante a segunda fase da Operação Blue Hope. O motivo da operação ocorreu por suspeitas de descumprimento de protocolos de biossegurança no manejo das aves.
As ararinhas, que é uma espécie brasileira que está ameaçada de extinção, foram removidas e encaminhadas para uma nova estrutura adequada de monitoramento e cuidados sanitários, e o objetivo da transferência visa reduzir riscos de contaminação além de preservar a espécie.
Essa medida ocorre após algumas investigações apontarem falhas nas condições de manejo e risco de disseminação de doenças entre as aves. O caso ainda envolve apurações sobre a presença de agentes infecciosos no local, além de alguns possíveis impactos à fauna silvestre da região.
De acordo com a PF, essa operação tem um caráter preventivo e visa garantir a segurança sanitária dos animais, além de cumprir as determinações judiciais relacionadas à proteção da espécie.
A entrada das equipes da Polícia Federal e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) nos imóveis investigados foi autorizada pela Justiça Federal, além da remoção das aves consideradas saudáveis, como forma de conter a possível disseminação da doença e proteger os exemplares não infectados.
Cerca de 12 policiais federais participaram dessa operação, juntamente com servidores do ICMBio, que foram os responsáveis pelo manejo técnico e pela transferência das aves.
Esse caso foi classificado como emergência sanitária pelo ICMBio após identificarem o vírus circovírus em uma ararinha-azul em maio de 2025. Após isso, o órgão passou a adotar um sistema especial de comando para tentar evitar a propagação do vírus entre aves da espécie e outros psitacídeos na região.
As ararinhas-azuis são uma das aves mais raras do mundo e se tornaram alvo de ações de conservação para uma possível reintrodução na natureza na Caatinga baiana.
No criadouro, as equipes encontraram indícios de falhas no cumprimento das normas de biossegurança, como possíveis irregularidades no controle sanitário e no manejo das aves, o que motivou a transferência imediata dos animais para um ambiente mais seguro e monitorado.
Em nota, o criadouro Ararinha-Azul afirmou que exames mais recentes realizados em aves testadas não apontaram presença do circovírus e destacou ainda que, desde o início das medidas de controle, não houve registro de mortes entre os animais monitorados.
FONTE: G1 BAHIA
Foto: Reprodução/ Camile Lugarini

