O início desta Copa do Mundo já deixou bem claro que as camisas pesadas e o favoritismo não ganham mais jogo por si sós. Que o digam os tropeços de gigantes europeus e o nível de competitividade visto logo nas primeiras partidas. No ninho da Seleção Brasileira, o tom não poderia ser diferente: pés no chão, foco total e respeito absoluto a qualquer adversário.
Quem deu voz a esse sentimento de alerta dentro do grupo foi o lateral Douglas Santos. Em entrevista, o jogador destacou que o equilíbrio visto nos primeiros dias de torneio não é por acaso e serve como um grande aviso para o Brasil.
“Essa Copa está mostrando que o futebol evoluiu muito fisicamente e taticamente. Não vai existir jogo fácil. Quem achar que vai vencer só pelo nome ou pela história vai ficar para trás”, alertou o lateral.
A fala de Douglas Santos vai ao encontro do diagnóstico feito pela comissão técnica. O cenário do futebol mundial mudou, e seleções consideradas de menor expressão hoje contam com atletas atuando nas principais ligas europeias, muita organização tática e um preparo físico que nivela as ações dentro de campo.
Para o lateral, a receita para o Brasil não sofrer surpresas desagradáveis é manter a intensidade e encarar cada partida como uma verdadeira decisão, independentemente de quem esteja do outro lado do gramado. A ordem no vestiário é competir no limite para fazer valer o talento técnico do futebol brasileiro.
Com o grupo ciente de que cada detalhe pode ser fatal, a Seleção Brasileira segue sua preparação blindada contra o salto alto, sabendo que o caminho rumo ao objetivo final será pavimentado com muito suor e nenhuma facilidade.

