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Saúde mental entra de vez na pauta das empresas com nova regra trabalhista

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As novas regras de Segurança e Saúde no Trabalho já estão em vigor em todo o Brasil. Por conta da atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), as empresas a partir de agora passam a ter a obrigação de identificar e prevenir também os riscos psicossociais que podem afetar a saúde mental dos trabalhadores.

A principal mudança tem haver com a inclusão de fatores como excesso de cobrança, jornadas prolongadas, assédio, além da sobrecarga de trabalho nos Programas de Gerenciamento de Riscos das organizações.

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Entenda o que muda na prática

Entre as exigências da nova norma estão:

  • Identificação de riscos psicossociais relacionados ao trabalho;
  • Avaliação contínua das condições que podem impactar a saúde mental;
  • Adoção de medidas preventivas para reduzir situações de estresse e adoecimento;
  • Inclusão desses riscos nos programas de gestão ocupacional.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, o objetivo tem o intuito de prevenir transtornos e promover ambientes laborais mais saudáveis.

Os dados da Previdência Social mostram que, em 2025, foram concedidos 546.254 benefícios por transtornos mentais e comportamentais, alta de 15,6% em relação ao ano anterior. Entre os principais motivos de afastamento estão os transtornos de ansiedade e os episódios depressivos.

Para a psicóloga Bianca Reis, o cenário reflete transformações no mercado de trabalho.

“As pessoas estão submetidas a vínculos precários, jornadas longas e pressão constante. Esse contexto favorece um estresse crônico que hoje aparece nos indicadores de adoecimento”, afirma.

A especialista ainda ressaltou que a norma não busca monitorar sintomas individuais dos trabalhadores, mas identificar condições organizacionais que podem desencadear problemas de saúde.

 

Combate ao estigma

Bianca Reis também destacou sobre a necessidade de tratar os transtornos mentais com seriedade.

 

“Os diagnósticos de ansiedade e depressão costumam levar tempo para acontecer. Muitas vezes, o sofrimento já vem se acumulando há anos”, explica.

A psicóloga ainda falou a respeito da importância de combater preconceitos relacionados ao adoecimento mental.

“Ainda existe a ideia de que a pessoa está exagerando ou fingindo. Precisamos entender que o sofrimento psíquico é real e exige atenção”, conclui.

 

 

 

Foto: Reprodução/ Bianca Reis- Luciana Bahia- Freepik

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