A inteligência artificial cada dia mais tem se tornado cada vez mais presente na rotina dos brasileiros, seja para estudar, trabalhar ou buscar informações. No entanto, o uso dessas ferramentas como forma de apoio emocional tem gerado preocupação entre profissionais da saúde mental.
De acordo com a psicóloga Fabiane Veimrober, a busca por respostas rápidas, unida ao medo de julgamentos e ao preconceito que ainda existe em relação à terapia, tem levado muitas pessoas a compartilharem sentimentos e emoções com plataformas de Inteligência Artificial (IA).
Saiba mais sobre os riscos para a saúde mental
Para a especialista, o principal perigo está na falsa sensação de acompanhamento psicológico.
“Existe o risco da pessoa acreditar que está recebendo um acompanhamento equivalente ao de um profissional, que consegue avaliar de forma ampla os aspectos emocionais, históricos e contextuais do indivíduo”, afirma.
Fabiane explicou que a inteligência artificial funciona com base em padrões e informações disponíveis, mas não possui capacidade para realizar uma avaliação clínica individualizada.
A psicóloga ainda ressalta que ferramentas de IA podem ser úteis em diversas situações, mas não devem substituir o atendimento especializado, especialmente em casos de depressão e outros transtornos mentais.
Segundo ela, a tecnologia pode interpretar de forma inadequada alguns sintomas, minimizando ou supervalorizando sinais importantes para o diagnóstico.
Avaliação profissional é indispensável
Fabiane destacou que o diagnóstico psicológico ou psiquiátrico exige uma análise cuidadosa e personalizada.
“O profissional considera a história de vida, o contexto familiar, social, ocupacional e emocional da pessoa, além de utilizar critérios científicos validados. Somente essa avaliação permite definir o tratamento mais adequado para cada caso”, conclui.
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