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Debate sobre legado social da Copa do Mundo Feminina reúne clubes, entidades e poder público em Salvador

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Encontro discutiu ações para ampliar a participação feminina no esporte e transformar o Mundial de 2027 em um marco de inclusão e desenvolvimento para a capital baiana (Foto: Valter Pontes / Secom PMS).

A construção de um legado social para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que terá Salvador como uma das oito cidades-sede, foi tema de um encontro reunindo representantes de clubes, da Federação Bahiana de Futebol (FBF), da Arena Fonte Nova, atletas, árbitras, torcidas organizadas e gestores públicos. Organizado pelo Grupo de Trabalho da Copa, que, por sua vez é coordenado pela vice-prefeira Ana Paula Matos, o debate teve como foco o uso do Mundial como ferramenta para fortalecer o futebol de mulheres e ampliar políticas de inclusão e igualdade de gênero.

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“A gente não consegue mudar tudo de uma vez, mas consegue conquistar passo a passo. Esta Copa, para mim, é uma Copa social, uma Copa de gênero, onde envolvemos a comunidade e as mulheres”, afirmou.

A proposta discutida é no sentido que os impactos da competição ultrapassem o período dos jogos e se traduzam em iniciativas permanentes para a cidade. Entre os temas abordados estiveram o incentivo à prática esportiva entre meninas, o fortalecimento das categorias de base, a ampliação da presença feminina em diferentes funções do futebol e o engajamento da comunidade na construção desse legado.

A diretora de Competições da FBF, Taíse Galvão, destacou que o principal diferencial da candidatura de Salvador foi justamente a preocupação com o legado social. Segundo ela, a realização da Copa cria uma oportunidade para desenvolver o futebol feminino desde a iniciação esportiva e deixar resultados duradouros para as próximas gerações. “É a partir da iniciação, das categorias de base, que conseguimos construir esse legado. Este momento da Copa nos permite olhar de forma diferente para o futebol feminino e pensar em tudo o que podemos deixar para o futuro”.

Representantes do Bahia, como Vitor Ferraz, diretor de relações institucionais do clube, e do Vitória, com a participação de Many Gleize, coordenadora de futebol, esportes olímpicos e ações sociais do rubro-negro, também defenderam investimentos contínuos na formação de atletas e na criação de oportunidades para mulheres dentro e fora de campo. Para a gerente de futebol feminino do Bahia, Carol Melo, o incentivo deve começar na infância para ampliar não apenas o número de jogadoras, mas também de torcedoras, gestoras e profissionais do esporte.

Além de integrantes do poder público municipal, participaram da reunião representantes da Arena Fonte Nova, árbitras, lideranças de torcidas femininas, profissionais da comunicação e do audiovisual ligados ao futebol, como o gerente de Comunicação da FBF, Yuri Barreto; a presidente da torcida feminina do Vitória, Savitri Ramaiana, das Leoas da Barra; a árbitra Anny Albuquerque, com mais de duas décadas de atuação no esporte; a cineasta e produtora Taís Amor Divino, responsável pelo documentário sobre a trajetória da ex-jogadora Formiga; e Thaíse Muniz, gerente Comercial, de Comunicação, Responsabilidade Social e ESG da Arena Fonte Nova, estádio que receberá as partidas da Copa do Mundo Feminina em Salvador.

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