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Brasileirão terá mudanças na arbitragem; veja regras aprovadas

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A partir do próximo final de semana, o Brasileirão das Séries A e B passará a contar com uma série

de novidades

 na atuação da arbitragem. Nesta segunda-feira (10), os clubes aprovaram a implantação das mesmas regras aplicadas na Copa do Mundo deste ano para diminuir a cera dos atletas e aumentar o tempo de bola rolando. Além disso, outras medidas que não chegaram a ser usadas no Mundial, mas já foram anunciadas por ligas europeias, também foram aprovadas.

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Uma delas é a regra que fará com que um jogador de linha deixe o campo por um minuto sempre que o goleiro da equipe precisar ser atendido. Caberá ao técnico ou ao capitão do time definir quem deverá deixar momentaneamente o gramado.

Entre as outras novidades, haverá limite de oito segundos para o goleiro repor a bola em jogo; de cinco segundos para a cobrança de laterais e tiros de meta; e de dez segundos para que o jogador que foi substituído deixe o gramado.

Além do Brasileirão nas duas principais séries, as medidas passarão a valer também a partir das quartas de final da Copa do Brasil, além do Feminino A1.

As mudanças foram aprovadas pelos clubes após a CBF apresentar um estudo que demonstrou que, na média, jogos do futebol brasileiro nesta temporada tiveram apenas 52% do tempo de bola rolando, o que deixa o Brasileirão atrás de todas as cinco grandes ligas europeias e da MLS, dos Estados Unidos.

Wilton Pereira Sampaio é o primeiro árbitro brasileiro a comandar abertura de Copa do Mundo
Regras de arbitragem utilizadas na Copa do Mundo serão aplicadas também no Brasileirão (Foto: Yuri Cortez/AFP)

 

Veja o que muda na arbitragem do Brasileirão das Séries A e B

  • Oito segundos com a bola nas mãos; se o goleiro exceder esse prazo, será marcado escanteio para o adversário;
  • Cinco segundos para o arremesso lateral; a contagem começa a partir do momento em que o jogador pegar a bola;
  • Cinco segundos para a cobrança do tiro de meta; se exceder o
    tempo

    , será marcado escanteio;

  • Dez segundos para o jogador substituído deixar o campo; ele deve sair pelo ponto mais próximo que estiver;
  • Um minuto do lado de fora: atleta que receber atendimento médico no campo deverá ficar um minuto fora de campo até retornar;
  • Se o goleiro precisar de atendimento médico, um jogador de linha deverá ficar de fora do jogo por um minuto. O técnico ou o capitão apontam;
  • Fim dos “bolinhos”: somente o capitão poderá falar com o árbitro;
  • Protocolo Vini Jr: jogador que cobrir a boca durante uma discussão será expulso;
  • VAR poderá rever a aplicação do segundo amarelo, que causaria expulsão;

 

Para o próximo ano:

  • VAR poderá rever escanteio concedido por engano, desde que antes da cobrança.

 

CBF espera aumento de quase seis minutos de bola rolando

Nos 177 jogos do Brasileirão Série A deste ano analisados, a média de bola rolando foi de apenas 52min54s, enquanto o padrão almejado pela Fifa é de 60 minutos. Vale ressaltar, contudo, que nenhuma grande liga alcançou esse número na última temporada: a MLS liderou no quesito, com 57min12s, seguida pela alemã Bundesliga (56min18s), a francesa Ligue 1 (56min17s), a inglesa Premier League (55min23s), a espanhola LaLiga (55min09s) e a italiana Série A (54min28s).

Com a adoção das novas regras, a CBF acredita que conseguirá elevar o tempo de bola rolando para uma média de 57 a 58 minutos até o fim deste ano, e que alcance o padrão desejado pela Fifa no médio e longo prazos — para isso, porém, espera uma melhor capacitação dos árbitros.

Isso porque um levantamento da confederação evidenciou algo que costuma motivar reclamações de muita gente envolvida com o futebol: a diferença de critérios entre os árbitros para a marcação de faltas.

No Brasileirão da Série A, o árbitro que marca menos faltas por jogo tem média de 22,9 por partida, enquanto que o mais rigoroso tem média de 32,6. Ou seja, quase dez a mais. Na Premier League, essa variação é de apenas quatro pontos: de 21,7 para o com menor registro de faltas, e de 25,7 para o que mais marca.

Sandro Meira Ricci, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF
Sandro Meira Ricci assumiu a presidência da Comissão de Arbitragem da CBF este ano (Foto: Luciana Vermell/CBF)

 

Fonte: !Lance

Foto: Leonardo Bessa/Lance!

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