Muitos dizem por aí que vender é uma arte. Saber usar a forma correta de abordagem, a linguagem exata e ter o comportamento mais adequado na hora de ofertar produtos e serviços são aspectos cruciais para chegar mais próximo dos resultados positivos.
A especialista em neurociência e comportamento, Valeria Casseb, explica que quando se entende o funcionamento do cérebro e os mecanismos da mente, é possível entender também aspectos cognitivos, o que é fundamental para lidar com o comportamento humano. “Nos negócios, essa percepção apurada nos ajuda a gerir melhor nossas emoções, tomar decisões assertivas, desenvolver liderança e estimular a criatividade dos colaboradores”, afirma.
E é importante lembrar que empreendedorismo é um comportamento que pode ser desenvolvido. “Todo comportamento pode ser moldado e aperfeiçoado de acordo com os objetivos de cada um. Obviamente algumas pessoas trazem características biológicas e comportamentais que favorecem a liderança, mas é possível desenvolvê-las quando o cérebro é treinado para tal”, diz a especialista.
Valeria lembra também que o fato de ter um próprio negócio não torna uma pessoa empreendedora e vice-versa. “Há muitas formas de empreendedorismo e isso está relacionado à capacidade de se adaptar a diferentes cenários, exercitar a criatividade, ter disciplina, constância nas ações e, sobretudo, acreditar no próprio potencial”.
A especialista aponta ainda que, atualmente, para se tornar um bom gestor emocional, é preciso entender a própria tecnologia. “Isso significa trabalhar a reatividade, os impulsos e administrar a ansiedade, decorrente de um sistema de alerta no cérebro que tem andado quase sempre ativado na atualidade”, detalha.
Segundo Valeria, para reduzir essa ansiedade e ser mais proativo, é importante criar uma agenda de ações organizada (com constância), mas respeitando os próprios limites. “Até porque nossos neurônios precisam de descanso para recarregar as energias ou o índice de aprendizado e produtividade cai bastante”, conclui.

