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Pesquisa da Fiocruz pode ampliar estratégias de prevenção do HIV na juventude na Bahia

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Bahia, vai lançar nesta sexta- feira (10) um estudo que tem o intuito de propor novas estratégias de ampliação para a prevenção do HIV entre os jovens e adolescentes das periferias de Salvador. De acordo com a Agência Brasil, em entrevista o pesquisador da Fiocruz e professor universitário da Uneb, Laio Cruz, essa iniciativa é inovadora e inédita.

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Foto: Reprodução/ Google

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A proposta deste estudo é a avaliação do uso da profilaxia pré-exposição (PrEP) entre adolescentes e jovens na faixa etária entre 15 à 24 anos, com um foco especial voltado para homens gays, travestis e mulheres trans. A PrEP consiste na estratégia de prevenção baseada no uso dos medicamentos antirretrovirais antes de eventual exposição ao vírus preparando que o organismo possa impedir a infecção pelo HIV.

Esse estudo irá acontecer em Salvador e São Paulo e contará com a participação de cerca de 1,4 mil jovens.

Em Salvador, a pesquisa é coordenada por Laio Magno e Inês Dourado, da Universidade Federal da Bahia. Já em São Paulo, a coordenação fica a cargo de Alexandre Granjeiro e Márcia Couto, da Universidade de São Paulo.

O estudo é financiado pelo National Institutes of Health, com desenvolvimento também pela Universidade do Alabama, e conta com a parceria do Ministério da Saúde, e das secretarias estaduais, municipais e organizações da sociedade civil.

Barreiras no acesso à saúde ampliam risco de HIV entre jovens

 

Chamado de PrEP na Comunidade (COmPrEP), esse estudo foi desenvolvido a partir da experiência dos pesquisadores na implementação da profilaxia pré-exposição entre os adolescentes no Brasil. A faixa etária de 15 a 24 anos é a que apresenta uma maior vulnerabilidade à infecção pelo HIV, influenciada por vários fatores, como a dificuldade de acesso aos serviços de saúde.

Segundo o pesquisador Laio Magno, esses espaços nem sempre são acolhedores para o público jovem, especialmente para pessoas da diversidade sexual e de gênero. Ele ainda destaca que os estudos apontam a presença frequente de estigma e discriminação nesses ambientes.

O professor complementa que, com base em dados do Ministério da Saúde, gays, mulheres trans e travestis estão entre os grupos que menos procuram os serviços de saúde.

Os pesquisadores vão testar a oferta da PrEP na comunidade por educadores pares — jovens treinados e supervisionados por profissionais de saúde. A expectativa, de acordo com o professor e pesquisador Laio Magno, é melhorar a adesão em relação ao modelo tradicional.

Os participantes vão ser  divididos entre dois formatos: 

atendimento em unidades de saúde e modelo comunitário. 

O acompanhamento tem duração de até 12 meses e avalia início, adesão e continuidade do uso.

Este estudo piloto deve ser concluído em junho, com recrutamento previsto entre setembro e outubro em Salvador e São Paulo. Jovens serão convidados em espaços de convivência mapeados pelos pesquisadores.

Aqueles que aceitarem participar serão sorteados entre os grupos de intervenção e controle. Os resultados finais são esperados para 2028.

 

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

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