Nem um, nem o outro. Mesmo com uma leve melhora em relação à pandemia, o número de jovens nem-nem no Brasil ainda é preocupante.
- Mais de 20% das pessoas entre 15 e 24 anos no nosso país não estão trabalhando, estudando ou fazendo algum tipo de curso profissionalizante.
Para comparação: A taxa de 1 em cada 5 que temos por aqui é maior do que a da Argentina (16%), Rússia (12%) e China (12%), mas menor do que a de países como Índia (26%) e África do Sul (31%).
Jovens sem emprego e educação correm o risco de ficarem com uma renda abaixo da linha da pobreza e sem habilidades para melhorar de situação.
A relevância: Os nem-nem poderiam ter contribuído com mais R$ 46 bilhões no PIB do Brasil se estivessem inseridos de alguma forma no mercado de trabalho.
Pense que são os jovens que têm mais anos de produtividade pela frente, e além de impactarem no consumo, aqueles que não produzem também não contribuem com a previdência.
P.S.: Não necessariamente os nem-nem não estão procurando emprego. Uma parte da estatística não encontra oportunidades no mercado ou tem que trabalhar em casa, por exemplo.
Não à toa, a falta de emprego e educação em países em desenvolvimento aumenta os níveis de ansiedade entre os mais jovens — que já são a geração mais ansiosa da história.
Fonte: The News
Foto: Antônio Cruz

