O clima esquentou nos bastidores da Arena Fonte Nova após a derrota do Bahia por 2 a 1 para o Palmeiras, ocorrida no último domingo (5 de abril). O Diretor de Futebol do Esquadrão, Cadu Santoro, subiu o tom contra o árbitro Lucas Casagrande, em um episódio que acabou relatado detalhadamente na súmula da partida.
A revolta tricolor foca na origem do segundo gol palmeirense, marcado aos 44 minutos do segundo tempo. O Bahia alega uma falta de Gustavo Gómez sobre o zagueiro David Duarte no início do lance, que não foi revisada pelo VAR.
O relato da súmula
De acordo com o documento oficial assinado por Casagrande, Santoro abordou a equipe de arbitragem na zona mista com palavras ríspidas, mencionando inclusive um histórico de descontentamento com o profissional.
“De novo você, hein. Já nos prejudicou contra o Ceará e agora aqui novamente. Aqui você não apita mais, pode relatar lá. Aqui você não apita nunca mais!”, teria dito o dirigente, segundo o relato do árbitro.
Reações no Esquadrão
Além de Santoro, o técnico Rogério Ceni também não poupou críticas em sua entrevista coletiva. Ceni classificou a atuação da arbitragem e, especialmente, do VAR (comandado por Rodolpho Toski Marques) como “uma vergonha”, afirmando que o resultado do jogo foi decidido fora das quatro linhas.
A derrota tirou a invencibilidade do Bahia como mandante neste Brasileirão e deixou a equipe na 5ª posição com 17 pontos, enquanto o Palmeiras se isolou na liderança da competição com 25 pontos. O dirigente tricolor poderá enfrentar punições no STJD caso a procuradoria decida oferecer denúncia com base no relato da súmula.
Cutucada Palmeirense
A mandatária alviverde, Leila Pereira, criticou o fato dos times sempre buscarem uma desculpa após a vitória do Palmeiras. “Eu não reclamei da arbitragem. Ah, o Bahia? O Bahia sim. Mas com o Palmeiras é sempre assim, todas as vezes que o Palmeiras vence um jogo, tem um escândalo. Aí é a arbitragem…sempre tem algum porquê. E eu já falei diversas vezes, eu, a presidente do Palmeiras, eu não reclamo de arbitragem. Na final da Libertadores, nós tivemos uma falta gravíssima, que era aquilo ali, nós entendíamos que era motivo de expulsão. A presidente em nenhum momento reclamou do resultado. Eu me recolhi e vi o que poderíamos melhorar. Eu nunca terceirizo responsabilidade”, cutucou.
Eu queria que tivesse punição para dirigentes também que desrespeitassem a arbitragem, jogadores que desrespeitassem a arbitragem em entrevistas. Então, as coisas deveriam ser mais igualitárias”, finalizou.


