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OPINIÃO: O “Ódio” de Marinho e o Apequenamento do Profissionalismo no Futebol

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Por: Redação
Salvador, 9 de março de 2026
O futebol, em sua essência, é um espetáculo movido pela paixão, mas que deveria ser sustentado pelo profissionalismo. No entanto, o que se viu nas redes sociais após a final do Campeonato Baiano de 2026 foi um triste exemplo de como a linha entre a rivalidade saudável e a baixaria gratuita pode ser rompida por quem menos deveria: o atleta.

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Após a derrota do Esporte Clube Vitória para o Bahia por 2 a 1 na Arena Fonte Nova, no último sábado (7), o atacante Marinho utilizou seu perfil oficial no Instagram para disparar ofensas diretas à torcida rival. Em um texto carregado de termos impublicáveis – utilizando expressões como “cheio de ódio” e mandando os torcedores para a “casa do c…” -, o jogador não apenas desrespeitou o adversário, mas manchou a própria imagem.

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O Papel do Atleta Além das Quatro Linhas
É compreensível que, no calor do jogo, um atleta sinta a frustração de um vice-campeonato. Marinho foi alvo de vaias e provocações durante os minutos em que esteve em campo, algo intrínseco aos clássicos Ba-Vi. Contudo, ao levar essa “revolta” para o ambiente digital de forma agressiva e vulgar, Marinho falhou no exercício de sua função.

Um jogador de futebol de alto nível é, querendo ou não, uma figura pública e um exemplo para jovens e crianças. O posicionamento adotado por ele não é o de um profissional que compreende a responsabilidade de sua voz. Dizer que está “cheio de ódio” e atacar o público é um desserviço em um país que luta diariamente contra a violência nos estádios.

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