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Mariposas podem substituir ratos de laboratório em pesquisas científicas

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Cientistas da Universidade de Exeter, no Reino Unido, criaram as primeiras traças-da-cera, larva de uma espécie de mariposa, geneticamente modificadas do mundo. A descoberta promete acelerar pesquisas sobre resistência antimicrobiana (RAM) e reduzir significativamente o uso de ratos e camundongos em estudos de infecções.

O estudo revisado pelos pares foi publicado, nesta segunda-feira (9), na revista Nature Lab Animal e descreve o desenvolvimento de novas ferramentas genéticas para a espécie Galleria mellonella, um inseto que vem sendo apontado como alternativa mais econômica e eticamente sustentável aos roedores em laboratório.

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Segundo o pesquisador James Pearce, da Universidade de Exeter, a resistência antimicrobiana é uma das maiores ameaças à saúde humana atualmente. “Precisamos urgentemente de métodos mais rápidos, éticos e escaláveis para testar novas pesquisas”, afirmou.

A traça-da-cera — mariposa da família Pyralidae — apresenta vantagens importantes como organismo modelo. Ela pode ser criada a 37 °C, temperatura do corpo humano, e suas células respondem a infecções bacterianas e fúngicas de forma semelhante à dos mamíferos. Até agora, no entanto, seu uso era limitado pela ausência de ferramentas genéticas.

De acordo com o professor James Wakefield, da Universidade de Exeter, essa inovação permite observar infecções em tempo real.

 

As mariposas podem transformar estudos iniciais de infecção, permitindo triagens rápidas de antimicrobianos sem a necessidade de ratos. As larvas respondem a patógenos humanos, como a superbactéria Staphylococcus aureus e o fungo Candida albicans.

O impacto no uso de animais pode ser significativo. No Reino Unido, cerca de 100 mil camundongos são usados por ano em pesquisas sobre biologia de infecções. Se apenas 10% desses estudos fossem substituídos pelo uso das traças, mais de 10 mil animais deixariam de ser utilizados anualmente.

 

Fonte: CNN Brasil

Foto: Freepik

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