O primeiro Conselho de PIR do Brasil, surgiu em São Paulo em 1984. Os Conselhos são instâncias que surgem como resposta da luta empreendida por mulheres negras e homens negros e diversas organizações do movimento negro, reforçada com a promulgação da Constituição de 88, que dá ênfase a participação popular na formulação, implantação e fiscalização da política pública (controle social).
A história do CMCN, começa como resultados das discussões da Conferência de Durban em 2001, sendo que a primeira reunião para constituição do CMCN aconteceu em 06/10/2004, com a presença de personalidades políticas, religiosas e lideranças de diversas entidades do movimento negro de Salvador.
Em 18/11/2004, o decreto 15.330 cria o CMCN. Em 22/03/2007, o Prof. João Filho, tomou posse como o primeiro presidente. O CMCN funcionou na sede da Semur, criada em 2003 e no Edf. Themis, em 2014, mudou-se para sua atual sede no edifício do Clube de Engenharia na rua Carlos Gomes.
O CMCN representa 83% da população de Salvador, sendo uma instância colegiada de caráter consultivo, deliberativo e normativo, vinculado à SEMUR, é formado por 20 segmentos da sociedade civil, 09 representações do poder executivo e 01 representação do poder legislativo.
A cada triênio acontecem eleições para escolha dos representantes dos seguimentos da sociedade civil.
Nos seus 20 anos de história, existência e resistência, o CMCN atuou em importantes momentos da luta por uma sociedade mais justa igualitária, com destaque para construção de 2 conferências de promoção da igualdade racial, atuou nas 17 edições do Observatório de Combate ao Racismo, Violência Contra Mulher e LGBTFOBIA no Carnaval. Atuou na construção do Estatuto de Igualdade Racial e Combate à Intolerância Religiosa, e foi responsável por apresentar e discutir a minuta construída pelas comissões de servidores da Semur, com a população mediante 10 audiências públicas coordenadas pela Profª Drª Eliane Boa Morte. Além da realização de seminário, audiências públicas, encontros, durante a pandemia atuou junto aos órgãos municipais para implementação de ações específicas em prol da população negra mais vulnerável. Desde 2019 foi instituído o programa “Portas Abertas” que consiste em realizar encontros com a intenção de comemorar datas importantes para a população negra, aproximar o CMCN e instrumentalizar os conselheiros/as, em 2019 foram realizadas duas edições presencias, e na pandemia foram realizadas várias edições nos canais do YouTube e Instagram, destacando se o projeto Mulheres do CMCN, Seu Dia São Todos os Dias, que de maio a julho de 2022 entrevistou 16 das 35 mulheres que naquele momento faziam parte do Conselho.
A CMCN segue firme na luta, por uma sociedade mais justa e igualitária.

