O tabuleiro da baiana tem prevenção, informação e amor ao próximo. Com essa mensagem em defesa da vida a Instituição Beneficente Conceição Macedo, ao lado da Associação das Baianas de Acarajé, celebra o 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta Contra a Aids. A ação, que será realizada a partir das 9 horas na Estação da Lapa, com apoio logístico da Nova Lapa, consiste na disponibilização de preservativos internos e externos, gel lubrificante e de folhetos informativos sobre as formas de contágio das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
“No lugar do acarajé e do abará o Tabuleiro da Baiana vai servir doses generosas de esperança e conscientização. Os passageiros da Lapa que acessarem a Estação terão uma grata surpresa com essa ação de solidariedade em nome da vida”, aponta Padre Alfredo, diretor administrativo da IBCM, lembrando que tabuleiros diversos, em vários bairros de Salvador, também farão a disponibilização gratuita de insumos durante todo fim de semana.
E o Dia Mundial de Luta Contra a Aids chega com um alerta: o crescimento exponencial de pessoas que passaram a conviver com o vírus HIV em todo o mundo. Para se ter uma ideia da gravidade da situação, somente em 2021 mais de 750 mil homens adquiriram HIV em todo o planeta, representando 51% das novas infecções, em um universo total de assustadores 1,5 milhão de pessoas. Dados do Programa Conjunto das Nações Unidas Sobre HIV/Aids (UNAIDS) revelam a necessidades de reforçar o combate a doença, uma vez que, somados, são 84 milhões de pessoas infectadas desde o início da pandemia, em meados da década de 1980.
No Brasil, de acordo com o último Boletim Epidemiológico de HIV Aids, que também compreende o período entre 2011 e 2021, mesmo com tratamento antirretroviral gratuito, o número de diagnósticos teve um aumento de 198%, saltando de 13,7 mil, para 40,9 mil brasileiros, com idades entre 25 e 39 anos, sendo 52,4% do sexo masculino e 48,4% do sexo feminino.
Segundo especialistas, alguns fatores contribuem para o aumento de casos em todas as faixas etárias, como os medicamentos que recuperaram a disposição e o apetite sexual na terceira idade, a disseminação do uso de drogas injetáveis compartilhadas e o pior: a convicção de que hoje em dia, graças ao avanço da Ciência, são poucos os casos de morte derivados da infecção pelo vírus HIV.
Sem o medo da morrer, a prevenção fica relegada a segundo plano. Mas nunca é demais lembrar que desde 1980 foram notificados 371.744 óbitos causados pelo agravamento de infecções oportunistas decorrentes do comprometimento do sistema imunológico. A região Nordeste responde por 14,5% deste total, enquanto que a região Sudeste lidera o ranking com 56,6% das notificações.

