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domingo | 31.08 | 09:06 AM

Salvador é 2ª capital com maior alta no aluguel

O encarecimento inclui as 11 capitais monitoradas; imóveis de alto luxo tiveram maior aumento

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O aluguel voltou a subir em diversas capitais e Salvador é uma delas. Segundo dados apresentados do recente levantamento do Indice FipeZAP, no primeiro trimestre de 2024, o encarecimento atingiu 23 das 25 localidades que integram o índice, incluindo todas as 11 capitais monitoradas, com destaque para Brasília (7,88%); Salvador (6,46%); Curitiba (5,51%); Florianópolis (4,49%); Recife (4,42%), seguido por Rio de Janeiro (3,52%); Goiânia (+3,15%); Belo Horizonte (+3,09%); São Paulo (2,88%); Porto Alegre (2,70%); e Fortaleza (1,59%).

De acordo com a apuração do último mês, imóveis com quatro ou mais dormitórios registraram um aumento de preço superior à média (+1,51%), contrastando com o incremento relativamente menor identificado entre unidades com dois dormitórios (+1,11%). O comportamento do Índice FipeZAP de Locação Residencial (+1,16%) superou as variações mensais do IPCA/IBGE (+0,16%) e do IGP-M/FGV (-0,47%).

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Em Salvador, os maiores valores do metro quadrado foram registrados nos bairros da Barra R$ 51,6, Ondina R$ 48,4, Caminho das Árvores  R$ 43,2, Pernambués R$ 38,7 e Graça R$ 37,0.

O preço médio do metro quadrado ficou em R$ 35,38, colocando a capital em nono lugar nesse quesito. A cidade de São Paulo (SP) apresentou o preço médio mais elevado (R$ 53,13/m²). Em seguida, destacaram-se as localidades: Florianópolis (R$ 52,04/m²); Recife (R$ 49,40/m²), Rio de Janeiro (R$ 46,79/m²); Brasília (R$

44,07/m²); Curitiba (R$ 38,30/m²); Belo Horizonte (R$ 37,78/m²); Goiânia (R$ 37,37/m²); Salvador (R$ 35,38/m²); Porto Alegre (R$ 32,52/m²); e Fortaleza (R$ 28,8).

 

A capital baiana está sendo uma das mais caras para se morar | Foto: Romildo de Jesus

Para o corretor  imobiliário Carlos Maria de Souza,  os valores são muito variáveis. Ele afirma que Salvador ainda não está entre as cidades mais caras para morar atualmente.as acredita que se nao houver incentivos públicos e diálogo entre empresariados, há fortes chances, aumentando a desigualdade uma vez que a cidade é considerada pobre em sua maioria populacional.

“Salvador ta no olho do furacão. Todo mundo vindo morar aqui. Os sudestinos principalmente. Isso pode aumentar os preços, mas criar um processo também de desocupação que preocupa.  O soteropolitano, que ganha um salário menor em comparação com o sudeste, vai saindo de suas localidades quando o pagamento é o aluguel. É um processo que precisa ser enxergado”.

Para se  ter uma ideia, explica ele, em 2015 a variação acumulada de Salvador foi de +2,18% e conforme o índice Fipezap a variação acumulada Salvador dos últimos 12 meses foi de  14,07%. “A capital  baiana vem apresentando aumento mês a mês”, pontuou.

Fonte: Tribuna Da Bahia