sexta-feira | 29.08 | 5:49 AM

Atlas: 55% dizem ser necessária lei para regular as redes; 43,9%, que não

Foram ouvidos 6.238 brasileiros, entre os dias 20 e 25 de agosto; margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos

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Para 55% dos brasileiros, é necessária uma lei específica para regular as redes sociais no Brasil, de acordo com um levantamento AtlasIntel/Bloomberg, divulgado nesta quinta-feira (28). 

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Em contrapartida, são 43,9% os que acreditam que não deve haver uma lei para a regulação das redes. Outros 1,2% não souberam responder. 

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Desde a última pesquisa, realizada em agosto de 2024, o índice de pessoas favoráveis a criação de normas para o uso das redes sociais caiu 12,8 pontos percentuais. Comparada a abril de 2023, a taxa caiu 22,9 pontos percentuais.

Em 2024, 67,8% da população concordava com a regulação. O número era ainda maior em 2023, quando os favoráveis totalizavam 77,9% 

Já os que não concordam com a regulação somavam, no ano passado, 23,8%. Em 2023, eram 13,8%. A discordância com a regulamentação cresceu 30,1 pontos percentuais desde o primeiro levantamento. 

Foram entrevistados 6.238 brasileiros, por meio de Recrutamento Digital Aleatório (Atlas RDR), entre os dias 20 e 25 de agosto. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. 

O governo federal deve se reunir com representantes no Brasil da Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, do Google e do TikTok, para apresentar o texto sobre regulamentação das redes sociais. 

A ideia da reunião é dar conhecimento à proposta às empresas antes do envio do projeto ao Congresso Nacional. O texto tem sido elaborado por técnicos do Ministério da Justiça e da Secom (Secretaria de Comunicação Social), e está na Casa Civil há dois meses. 

A administração federal trabalha para concluir a redação de um projeto de lei que pretende regulamentar redes sociais e empresas de tecnologia. A minuta em discussão prevê a retirada de conteúdos considerados ilegais sem necessidade de decisão judicial e a possibilidade de suspensão temporária de plataformas. 

A proposta prevê que a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, poderia atuar para a retirada de conteúdos e publicações. A medida tem como alvo postagens relacionadas a crimes como racismo, exploração sexual infantil, incitação ao suicídio e ataques ao Estado Democrático de Direito. 

Pelo texto, empresas que descumprirem as determinações poderão ser suspensas por um determinado período. 

O projeto também estabelece multas, advertências e a obrigatoriedade de que as plataformas mantenham representação legal no país, para facilitar o contato com autoridades e usuários brasileiros. 

 

Fonte: CNN Brasil

Foto: Unsplash

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