O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) oficializou o reconhecimento da profissão de trancista na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). Esta é a primeira vez que a atividade aparece na lista oficial, o que representa um marco histórico para a valorização da profissão, exercida majoritariamente por mulheres negras nas periferias urbanas.
A partir de agora, trancistas passam a ser identificadas pelo código 5161-65, o que permite o acesso a direitos trabalhistas, inclusão na Previdência Social e participação em políticas públicas voltadas ao empreendedorismo, informa Alô Alô Bahia.
A solicitação para a criação dessa CBO partiu de profissionais de Salvador, que enfrentavam insegurança jurídica e a falta de reconhecimento formal, mesmo sendo responsáveis por uma prática tradicional e culturalmente relevante.
Além do termo “trancista”, a atualização da CBO incorpora as denominações “trançadeira capilar” e “artesã capilar”, ampliando a representatividade e o reconhecimento dos saberes ancestrais envolvidos na atividade.