sexta-feira | 29.08 | 7:12 AM

Trancistas passam a ter profissão reconhecida pelo Ministério do Trabalho

Com código oficial na CBO, atividade garante acesso a direitos trabalhistas e políticas públicas, demanda surgiu em Salvador

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) oficializou o reconhecimento da profissão de trancista na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). Esta é a primeira vez que a atividade aparece na lista oficial, o que representa um marco histórico para a valorização da profissão, exercida majoritariamente por mulheres negras nas periferias urbanas.

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A partir de agora, trancistas passam a ser identificadas pelo código 5161-65, o que permite o acesso a direitos trabalhistas, inclusão na Previdência Social e participação em políticas públicas voltadas ao empreendedorismo, informa Alô Alô Bahia.

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A solicitação para a criação dessa CBO partiu de profissionais de Salvador, que enfrentavam insegurança jurídica e a falta de reconhecimento formal, mesmo sendo responsáveis por uma prática tradicional e culturalmente relevante.

Além do termo “trancista”, a atualização da CBO incorpora as denominações “trançadeira capilar” e “artesã capilar”, ampliando a representatividade e o reconhecimento dos saberes ancestrais envolvidos na atividade.

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