A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira (30) que a bandeira tarifária seguirá verde no mês de fevereiro. Com isso, os consumidores não terão cobrança extra na conta de luz.
Segundo informações do g1, o sistema de bandeiras tem como objetivo indicar os custos reais da geração de energia no país. Quando a produção se torna mais cara, especialmente com o acionamento de usinas termelétricas, a taxa adicional é repassada automaticamente às faturas.
Em janeiro, a bandeira já havia sido mantida na cor verde após ser reduzida da amarela em dezembro, em razão do aumento no volume de chuvas. O mesmo fator foi determinante para a decisão referente a fevereiro.
“De um modo geral, as chuvas foram mais favoráveis nos últimos 15 dias de janeiro, em relação à primeira quinzena desse mês, havendo uma recuperação do nível dos reservatórios das usinas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Dessa forma, não será necessário despachar as usinas termelétricas mais caras”, diz o comunicado da agência.
Como funciona o sistema de bandeiras
As cores definidas pela Aneel indicam as condições de geração de energia no país. Em períodos de pouca chuva, as hidrelétricas produzem menos, o que exige o acionamento de usinas termelétricas, que têm custo mais elevado. Nesses casos, são aplicadas as bandeiras amarela, vermelha patamar 1 ou vermelha patamar 2, com cobranças adicionais na conta de luz.
Valores de cada bandeira
Cada bandeira tarifária pode gerar custos extras ao consumidor, conforme o cenário de geração:
• bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia): sem cobrança adicional;
• bandeira amarela (condições menos favoráveis): R$ 18,85 por MWh utilizado, o equivalente a R$ 1,88 a cada 100 kWh;
• bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis): R$ 44,63 por MWh, ou R$ 4,46 a cada 100 kWh;
• bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis): R$ 78,77 por MWh, correspondente a R$ 7,87 a cada 100 kWh.
Fonte: G1
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