Depois da maratona de Carnaval, muitos foliões passaram a relatar sintomas como febre, dor de cabeça, desconforto abdominal, vômitos e inflamação na garganta. De acordo com o infectologista e consultor do Sabin Diagnóstico e Saúde, Claudilson Bastos, o período festivo reúne condições que facilitam a disseminação de vírus responsáveis por gripe, resfriado, Covid-19 e viroses gastrointestinais. Entre os fatores estão aglomerações, contato próximo entre pessoas, alterações na rotina, noites mal dormidas, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e alimentação desregulada. “Esses hábitos podem comprometer o sistema imunológico e facilitar infecções, principalmente gastrointestinais e respiratórias”, esclarece.
Os quadros virais mais comuns costumam apresentar sintomas como mal-estar, febre, náusea, vômitos, diarreia, dor abdominal e irritação na garganta. Segundo o especialista, embora a maior parte das viroses e doenças respiratórias registradas nesse período seja autolimitada, é fundamental redobrar a atenção, sobretudo com crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade.
“Ao perceber o agravamento dos sinais, como febre alta e persistente, falta de ar, saturação baixa de oxigênio, tosse com secreção amarelada ou esverdeada, confusão mental, sonolência excessiva e/ou desidratação, o atendimento médico deve ser procurado imediatamente”, orienta.
Para atravessar o pós-folia – que pode se estender por cerca de uma semana -, as recomendações incluem manter alimentação leve, ingerir bastante líquido, descansar e evitar a automedicação. “Esses cuidados são extremamente importantes, especialmente com relação ao uso de medicamentos sem orientação profissional, como antibióticos, pois eles podem mascarar doenças graves, além de causar reações adversas, alérgicas e resistência ao antimicrobiano, dentre outras”, completa.
Foto: Shutterstock

