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Bactérias de amostras de gelo de 5.000 anos oferecem pistas para combater os supermicróbios

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Uma equipe de cientistas romenos perfurou um núcleo de gelo de 25 metros na caverna Scǎrișoara em busca de pistas para o desenvolvimento de novos medicamentos. Segundo informações do g1, o gelo de 5 mil anos de idade rendeu amostras de bactérias antigas cuja análise em laboratório revelou algo notável. Essas bactérias, que permaneceram intocadas por milhares de anos, foram capazes de crescer em uma variedade de ambientes hostis. Elas prosperaram em condições de frio extremo e altos níveis de sal, situações que normalmente impediriam o crescimento bacteriano.

Os cientistas também descobriram que as bactérias antigas eram resistentes a dez antibióticos modernos, incluindo tratamentos poderosos de amplo espectro, como a ciprofloxacina – medicamentos projetados para matar muitos tipos de bactérias. Em outras palavras, os antibióticos que normalmente matariam as bactérias ou interromperiam seu crescimento eram em grande parte ineficazes contra essa cepa.

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Mas como estas bactérias puderam desenvolver resistência a antibióticos muito antes de os cientistas os criarem ou os médicos os prescreverem? A resposta para esse aparente enigma está no fato de que todos os antibióticos modernos têm sua origem na natureza. Por bilhões de anos, as bactérias têm se envolvido em uma luta evolutiva entre si. Como resultado, elas produziram formidáveis mecanismos químicos de ataque e defesa.

Uma compreensão mais profunda desses mecanismos tem o potencial de ajudar os cientistas a descobrir novos antibióticos para tratar infecções perigosas. O ambiente natural está densamente povoado por bactérias e outros micróbios. Há uma forte competição pelo espaço e nutrientes limitados que ele oferece.

Muitas espécies produzem compostos químicos que matam ou suprimem os rivais próximos. Isso lhes dá uma vantagem na luta por esses recursos. Mas os produtos químicos defensivos que elas geram impulsionam a adaptação. As bactérias precisam se proteger de suas próprias toxinas. Enquanto isso, as concorrentes desenvolvem maneiras de resistir a elas.

Ao longo de bilhões de anos, essa corrida armamentista gerou um enorme reservatório de genes de resistência e compostos antimicrobianos.

O número de processos biológicos dentro das bactérias que os antibióticos podem atingir é limitado. Mas a diversidade dessa resistência natural é tão grande que alguns cientistas argumentam que genes capazes de resistir a todos os antibióticos futuros já podem existir no meio ambiente.

 

Fonte: G1

Foto: Adobe Stock

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