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Crise ou birra? Entender a diferença é essencial no cuidado com crianças autistas

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Quando uma criança autista apresenta uma reação intensa, a interpretação nem sempre é correta. Em muitos casos, o comportamento é visto como birra, desobediência ou enfrentamento. Mas, segundo especialistas, a situação pode indicar uma crise, provocada por sobrecarga emocional, sensorial ou por dificuldades de regulação diante de estímulos que excedem a capacidade de resposta da criança.

 

A distinção é importante porque impacta diretamente a forma de acolher, intervir e proteger. Para a equipe da clínica Spazio Integrar, compreender esse processo é fundamental para evitar agravamentos e garantir um cuidado mais seguro, humanizado e eficaz.

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Reações intensas nem sempre indicam birra

De acordo com a psicóloga Juliana Doria, a birra costuma estar associada a um comportamento mais pontual, enquanto a crise envolve um estado de desorganização no qual a criança pode não conseguir responder da forma esperada, inclusive a comandos verbais.

 

Nesses casos, insistir apenas na repreensão ou exigir controle imediato pode não surtir efeito e até agravar o quadro. A crise deve ser compreendida como um sinal de alerta, já que a criança pode estar lidando com estímulos, emoções ou frustrações que não consegue organizar sozinha naquele momento.

 

Por isso, a avaliação técnica se torna decisiva. Identificar gatilhos, observar o contexto e compreender como cada criança manifesta sinais de desregulação são passos centrais para um manejo mais adequado.

 

Sinais precoces ajudam a evitar agravamentos

Entre os fatores que podem desencadear uma crise, Juliana Doria destaca os estímulos sensoriais, mudanças na rotina, desconfortos físicos, frustrações e situações emocionalmente desafiadoras. “Luzes, sons, toques, excesso de informação e alterações no ambiente também podem funcionar como gatilhos”, explica.

 

Antes que a crise se intensifique, a criança pode apresentar mudanças corporais, aumento da agitação, escalonamento de comportamentos ou outras tentativas de demonstrar que está em sofrimento. Segundo a psicóloga, reconhecer esses sinais precoces pode ajudar a reduzir danos e permitir intervenções mais eficazes.

 

Manejo exige preparo e estratégias adequadas

Quando a crise já está instalada, a condução do momento exige preparo técnico. Nem sempre a fala, sozinha, é suficiente para reorganizar a criança. Por isso, a atuação profissional deve considerar estratégias específicas, recursos adequados e formas de intervenção compatíveis com o nível de desregulação apresentado.

 

Vitória Cohen, psicóloga e coordenadora técnica da clínica Spazio Integrar, reforça que o manejo correto contribui para proteger a criança, preservar os profissionais envolvidos e reduzir o risco de respostas improvisadas em situações de maior vulnerabilidade.

 

Rede de apoio também precisa estar preparada

Para além do ambiente clínico, o cuidado envolve uma rede composta por familiares, escola, terapeutas e outros profissionais que acompanham a criança no cotidiano. Quanto mais preparada essa rede estiver, maiores são as chances de oferecer suporte consistente e coerente em diferentes contextos, explica Priscila Sampaio, fisioterapeuta e sócia-fundadora da clínica.

 

A discussão também passa pela orientação às famílias, que muitas vezes precisam lidar com episódios de crise sem informação suficiente para identificar o que está acontecendo e qual a melhor forma de agir.

 

Capacitação como ajuda para o paciente, profissionais e familiares

Com o objetivo de ampliar o debate e fortalecer práticas mais conscientes, a Spazio Integrar promove a capacitação Manejo de Crises em Crianças Autistas, para que profissionais e famílias estejam mais preparados para lidar com essas situações.

 

Capacitação

Manejo de Crises em Crianças Autistas
28 de março | 8h às 12h
Clínica Spazio Integrar | Salvador

Inscrições: 71 99395 5368

Últimas vagas!!

 

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