O meia e capitão do Bahia, Everton Ribeiro, não poupou palavras ao analisar o cenário da arbitragem brasileira após o recente compromisso do Esquadrão. Em um desabafo que ecoou forte entre torcedores e dirigentes da região, o camisa 10 sugeriu a existência de um critério desequilibrado que acaba prejudicando sistematicamente os clubes nordestinos na Série A.
O Centro da Crítica
A insatisfação de Everton surgiu após lances polêmicos que, na visão do elenco tricolor, foram decididos de forma rigorosa contra o Bahia, enquanto situações similares em outros centros do futebol nacional receberiam interpretações distintas.
“A gente sente que, em momentos decisivos, a dúvida raramente é a nosso favor. Existe um sentimento de que a corda sempre quebra no lado do Nordeste”, afirmou o jogador na zona mista.
Pontos de Conflito
O desabafo do craque tocou em feridas antigas do futebol brasileiro:
Diferença de Critério: A percepção de que faltas e cartões são aplicados com maior rigor contra equipes fora do eixo Sul-Sudeste.
Pressão no VAR: Everton Ribeiro questionou a demora e a interpretação das imagens em lances que mudaram o rumo da partida.
Protagonismo Regional: Para o capitão, o crescimento do Bahia e do futebol nordestino precisa ser acompanhado por uma arbitragem que se porte de maneira imparcial, independentemente do escudo em campo.
Repercussão e Próximos Passos
A fala de Everton Ribeiro não é um caso isolado. Recentemente, outras lideranças de clubes como Vitória e Fortaleza também elevaram o tom contra a CBF. A diretoria do Bahia estuda formalizar uma reclamação na Comissão de Arbitragem, utilizando o vídeo do jogo e as declarações do seu capitão como base para cobrar explicações.
Enquanto isso, o Esquadrão tenta virar a página para focar no próximo desafio, mas o alerta de Éverton Ribeiro deixa claro: o clube está vigilante e não aceitará passivamente o que considera um tratamento desigual dentro das quatro linhas.
Por que isso importa? Quando um jogador do calibre e da experiência de Everton Ribeiro, multicampeão e com passagens pela Seleção Brasileira, faz uma declaração desse peso, o debate sobre a regionalização dos erros de arbitragem ganha uma nova dimensão técnica e política no país.


