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Vandalismo contra arborização causa prejuízo milionário e compromete áreas verdes em Salvador

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Cerca de R$ 3 milhões foram gastos pela Prefeitura de Salvador em 2025 para reparar ações de vandalismo, segundo informações da Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis). Ações de depredação contra iniciativas de arborização urbana na capital baiana comprometem a expansão das áreas verdes e geram prejuízos financeiros. No ano passado, a pasta informou que investiu R$ 19,26 milhões em paisagismo urbano, e uma parcela desse total foi perdida devido a atos criminosos.

As práticas recorrentes que reduzem a efetividade dos plantios incluem danos aos sistemas de irrigação, corte de mudas e furto de tutores, que são as estruturas de suporte para as plantas em crescimento. O vandalismo gera custos adicionais para o município, pois demanda a reposição constante de espécimes vegetais e a instalação de novos equipamentos.

 

Impactos no Bonfim e no BRT

Um dos casos citados pela secretaria ocorreu na Avenida Dendezeiros, localizada no Bonfim, onde das 120 mudas de quaresmeiras plantadas restam apenas 22 exemplares vivos atualmente. A maior parte dessas perdas é atribuída diretamente ao corte das plantas e ao roubo de tutores no local. Situação similar é observada nos corredores do sistema BRT, onde o investimento para o plantio de 6.350 mudas alcançou o montante de R$ 2,95 milhões.

Conforme o levantamento realizado pela prefeitura, apenas 3.205 das mudas plantadas nos corredores do transporte público permanecem preservadas. Além da perda direta da vegetação, os atos de vandalismo exigem reparos frequentes em sistemas de irrigação que são danificados ou furtados. O titular da Secis, Ivan Euler, aponta que o cenário exige atenção e engajamento coletivo para a manutenção da infraestrutura ambiental da cidade de Salvador.

 

“O vandalismo tem um impacto direto e recorrente sobre a arborização urbana. Perdemos mudas, equipamentos e recursos que poderiam ser investidos na ampliação das áreas verdes da cidade. É um prejuízo ambiental e financeiro que afeta toda a população”, afirmou.

 

O secretário também mencionou a necessidade de ações voltadas à preservação dos espaços públicos. Segundo ele, além das medidas de manutenção e reposição, é necessário ampliar a conscientização sobre a importância de conservar as áreas urbanas destinadas ao plantio e à arborização.

 

Vandalismo custa mais de R$ 500 mil por ano à Prefeitura

A Prefeitura de Salvador anunciou, em março, que os atos de vandalismo em equipamentos públicos provocam um prejuízo anual superior a R$ 500 mil aos cofres da gestão municipal. O valor é gasto com reparos e retrabalho em estruturas como praças, passarelas e mobiliário urbano, de acordo com levantamento da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal).

O montante poderia ser utilizado na construção de novos espaços públicos na capital baiana. Segundo a gestão municipal, o valor equivale ao investimento necessário para construir uma praça de médio porte ou duas praças de pequeno porte, mas acaba sendo direcionado à recuperação de estruturas danificadas.

Os registros de vandalismo em Salvador incluem diferentes tipos de danos em espaços públicos. Entre as ocorrências mais frequentes estão o uso inadequado de brinquedos em praças, o furto de materiais e a depredação de equipamentos instalados para lazer da população.

Além das praças, as passarelas da cidade também são alvos recorrentes. Nesses locais, são registrados furtos de barras de proteção e cabos de energia, além da depredação de pisos, tetos e luminárias.

Fonte: Muita Informação
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