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domingo | 31.08 | 09:06 AM

“Rei da canoa e orgulho da Bahia: Isaquias Queiroz conquista o ouro no C1 500m”

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Há quem diga que o topo é um lugar solitário, mas para Isaquias Queiroz, a manhã deste sábado (16) na Alemanha provou o contrário. No C1 500m da Copa do Mundo de Canoagem Velocidade, o baiano de Ubaitaba não apenas reencontrou o metal mais valioso, como teve a felicidade de olhar para o lado, no pódio, e ver um “herdeiro” dividindo o brilho com ele.

A prova foi um teste de nervos e resistência. Isaquias, com a experiência de quem carrega cinco medalhas olímpicas no peito, sentiu o cansaço bater nos últimos 100 metros. O vento soprava a favor, mas o chinês Ji Bowen remava colado, ameaçando a liderança. “Senti um pouco no final, mas consegui segurar”, desabafou o campeão após cruzar a linha com o tempo de 1min52s55, apenas dez centésimos de segundo à frente do adversário. Foi a revanche doce para quem, na semana anterior, havia ficado com a prata.

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Mas o que realmente trouxe um sorriso genuíno ao rosto do mestre foi ver a bandeira brasileira subindo em dose dupla. Gabriel Nascimento, de apenas 20 anos, protagonizou uma recuperação emocionante na reta final para garantir o bronze (1min54s60). Para o jovem, não era apenas um terceiro lugar; era o batismo internacional ao lado de sua maior referência.

“Fico realizado vendo o Gabriel do meu lado. Estão todos prontos para me substituir. Quando chegar a hora e eles ganharem de mim, vou ficar feliz também”, comentou Isaquias, com o desprendimento de quem sabe que seu maior legado não são as medalhas, mas o caminho que abriu para os que vêm depois.

Gabriel, ainda processando a conquista, não escondia a gratidão: “Saí um pouco mal, mas recuperei. Muito feliz por ganhar essa medalha junto com meu parceiro”.

A dobradinha brasileira em solo alemão é mais do que um resultado esportivo; é o retrato de uma canoagem que se renova sem perder a essência. Enquanto Isaquias Queiroz continua a escrever capítulos dourados em sua história, já mirando os pontos para o ranking de Los Angeles 2028, Gabriel Nascimento começa a escrever as suas primeiras linhas, remando sob a sombra e o incentivo de um gigante.

O Brasil sai da água hoje mais pesado, com o peso de duas medalhas, mas com o coração leve por saber que o futuro da canoa nacional está em boas mãos, e em braços fortes.

Foto: Foto Olimpik/NurPhoto via Getty Images

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