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O reencontro de Alerrandro com o Barradão: a lei do ex ganha tempero de prêmio Puskás

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O futebol adora uma boa história de reencontro, e a próxima rodada do Brasileirão separou um enredo especial para o torcedor. Quando o Internacional pisar no gramado do Barradão para enfrentar o Vitória, os holofotes estarão voltados para o centroavante colorado Alerrandro. Hoje vestindo a camisa 9 do Inter e vivendo uma fase de afirmação, ele volta ao estádio onde viveu o período mais marcante de sua carreira.

Falar de Alerrandro em Salvador é falar de um passado recente de muitos gols e carinho recíproco. Em 2024, ele foi a grande referência do Vitória na campanha que garantiu a permanência do clube na Série A. Foram 52 partidas, 21 bolas na rede e sete assistências. No campeonato nacional, o faro de gol foi tão afiado que ele terminou a competição como artilheiro isolado ao lado do Atacante do Corinthians Yuri Alberto, ambos com 15 gols.

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Mas se há um lance que ficou eternizado na memória da torcida baiana, e que agora passa como um filme na cabeça do atacante, foi o antológico gol de bicicleta marcado contra o Cruzeiro, em novembro daquele ano, bem ali, no Barradão. A pintura foi tão impressionante que atravessou fronteiras e rendeu a Alerrandro uma indicação ao prestigiado Prêmio Puskás da Fifa de gol mais bonito do mundo (vencido posteriormente pelo argentino Santiago Montiel).

A identificação com o clube baiano foi tão grande que o Vitória tentou segurá-lo, mas as exigências financeiras do Bragantino na época, cerca de R$ 38 milhões, inviabilizaram o negócio. Após uma passagem rápida e discreta pelo CSKA, da Rússia, o atacante retornou ao Brasil para defender o Inter por empréstimo. O contrato, inclusive, tem uma cláusula de compra obrigatória caso ele chegue aos 15 gols na temporada. Atualmente, ele soma quatro gols e quatro assistências em 21 jogos.

Embalado e em alta com a torcida colorada, Alerrandro fará sua primeira partida contra o ex-clube desde que se despediu da Bahia. Para o duelo, o técnico do Inter estuda escalá-lo ao lado do colombiano Borré no comando de ataque, aproveitando a ausência de Carbonero, que cumpre suspensão automática.

Para Alerrandro, a partida é a chance de consolidar seu bom momento no Sul. Para o Vitória, o desafio de parar um velho conhecido que conhece cada atalho daquele gramado. A certeza é uma só: no Barradão, a mística da “lei do ex” promete rondar a grande área.

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