O Sistema Único de Saúde (SUS) está implementando um novo teste genético capaz de identificar alterações hereditárias relacionadas ao câncer de mama. A previsão é que o exame esteja disponível na rede pública até novembro.
Esse teste poderá ser feito a partir de amostras de sangue ou saliva e vai investigar alterações nos genes BRCA1 e BRCA2, que estão associados a um risco maior de desenvolvimento de alguns tipos de câncer.
Saiba quem poderá fazer o teste
Neste primeiro momento, o exame será destinado a mulheres que já receberam o diagnóstico de câncer de mama. A análise genética poderá ajudar os profissionais de saúde a identificar se a doença tem relação com uma alteração hereditária.
A avaliação também pode contribuir para definir estratégias de tratamento mais adequadas para cada paciente. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a interpretação dos resultados deve envolver profissionais especializados em oncogenética.
Entenda por que o teste é importante
A identificação de uma alteração genética pode ter impacto não apenas para a paciente, mas também para seus familiares.
Isso acontece porque algumas mutações podem ser herdadas. Quando uma alteração é identificada, parentes que possam ter o mesmo risco podem ser avaliados pela equipe médica e, se necessário, receber acompanhamento e orientações para prevenção e diagnóstico precoce.
Em alguns casos, dependendo do risco e da avaliação médica, podem ser discutidas medidas preventivas específicas.
Genes BRCA1 e BRCA2
Os genes BRCA1 e BRCA2 participam de mecanismos relacionados ao reparo do DNA. Alterações nesses genes podem aumentar a predisposição hereditária para determinados tipos de câncer, principalmente câncer de mama e de ovário.
Ter uma mutação nesses genes, no entanto, não significa que a pessoa necessariamente terá câncer. O resultado precisa ser analisado por profissionais especializados, considerando o histórico do paciente e da família.
Número de casos
A expectativa é que o novo exame amplie a identificação de pessoas com predisposição hereditária ao câncer e permita um acompanhamento mais direcionado.
Segundo estimativa do Inca, o Brasil deve registrar mais de 78,6 mil novos casos de câncer de mama em 2026.
Foto: Reprodução José Cruz/Agência Brasil

