Ciência e Saúde

Anvisa aprova medicamento para tratar atrofia muscular espinhal

Publicado em 29/10/2026 às 09:54

Nesta quinta-feira (29) a  Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Evrysdi Go (risdiplam), um medicamento indicado para o tratamento da atrofia muscular espinhal (AME) 5q. A terapia é voltada para  adultos e crianças a partir de 2 anos, com peso mínimo de 20 kg.

O uso é indicado para pacientes com AME dos tipos 1, 2 e 3 ou que apresentem de uma a quatro cópias do gene SMN2.

Você sabe o que é essa doença?

A AME é uma condição genética que afeta os neurônios motores, células responsáveis pelos movimentos do corpo. Essa doença está associada à produção insuficiente da proteína SMN, necessária para a sobrevivência desses neurônios.

Entre as principais consequências estão:

  • Fraqueza e perda de massa muscular;
  • Dificuldade para sustentar a cabeça, sentar, engatinhar e caminhar;
  • Comprometimento da respiração e da deglutição.

Entenda como age o medicamento

O risdiplam atua no gene SMN2 com o intuito de favorecer a produção de uma proteína SMN mais completa e funcional. A proposta do tratamento é preservar os neurônios motores e ajudar a reduzir os efeitos da doença.

Quais são as novidades da apresentação?

O Evrysdi Go é comercializado em comprimidos revestidos e pode ser administrado com água ou disperso em água não clorada.

Anvisa- — Foto: Divulgação

Entre as características da nova apresentação estão:

  • Não exige reconstituição por profissionais de saúde;
  • Dispensa treinamento complexo dos cuidadores para o preparo;
  • Pode ser armazenado em temperatura ambiente, sem necessidade de refrigeração.

Resultados dos estudos clínicos

A avaliação do medicamento incluiu pesquisas com pacientes de diferentes faixas etárias e tipos da doença.

  • Bebês com AME tipo 1: em um estudo com 41 participantes de 2 a 7 meses, 12 crianças (29%) conseguiram sentar sem apoio por mais de cinco segundos após 12 meses de tratamento.
  • Pacientes com AME tipos 2 e 3: em um estudo com 180 participantes de até 25 anos, o grupo tratado apresentou uma diferença de 1,6 ponto na escala de função motora MFM32, que vai até 100 pontos, em comparação com o grupo placebo após 12 meses.

Onde consultar?

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A aprovação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), através da Resolução-RE nº 4.244/2026.

 

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