Ciência e Saúde

Anvisa autoriza medicamento para pacientes com câncer de pulmão avançado

Publicado em 22/10/2026 às 11:19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a utilização de um novo medicamento para o tratamento dos pacientes que foram diagnosticados com câncer de pulmão. A medicação Emrelis (telisotuzumabe vedotina) é indicada para pacientes adultos que tiveram o diagnostico de câncer de pulmão com células não pequenas (CPCNP).

 

Confira as caracteristicas

  • Não escamoso; localmente avançado ou metastático;
  • Receptor do fator de crescimento epidérmico tipo selvagem;
  • Com alta superexpressão da proteína c-Met e que receberam terapia sistêmica previamente.

 

A aprovação do Emrelis pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi baseada em um estudo clínico com pacientes que já haviam recebido tratamento para o câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP).

Nos resultados, essa medicação apresentou resposta objetiva em 29,2% dos participantes que foram avaliados. Entre aqueles com alta expressão da proteína c-Met, índice utilizado para identificar o alvo da terapia, a taxa chegou a 34,5%. Segundo a agência, os dados também apontaram respostas duradouras, em um contexto no qual as opções de tratamento são limitadas.

Foto: Reprodução/ Freepik

Como o medicamento age?

O Emrelis foi desenvolvido para identificar uma proteína chamada c-Met, que é encontrada na superfície de determinadas células tumorais. Ao se ligar a esse alvo, o medicamento é internalizado pela célula e libera uma substância que atua na destruição das células cancerígenas.

Qual tipo de câncer é tratado?

O medicamento é voltado a pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas, especificamente do subtipo não escamoso, que apresentem as características necessárias para o tratamento.

O CPCNP corresponde a cerca de 85% dos casos de câncer de pulmão. Dentro desse grupo, aproximadamente 70% são classificados como não escamosos, segundo os dados citados pela Anvisa.

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A aprovação amplia as alternativas terapêuticas para um grupo específico de pacientes com a doença avançada, especialmente aqueles que já passaram por tratamentos anteriores.

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