A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e a proibição de dois lotes do Ocrevus (ocrelizumabe) 300 mg/10 ml. Essa medida, foi publicada na última sexta-feira (25), envolve os lotes H7953B14 e H7953B06, que entraram no Brasil de forma irregular.
Entrada irregular no país
Os medicamentos foram distribuídos em julho pela Laf Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda., empresa que, de acordo com a Anvisa, não possui autorização ativa para atuar na distribuição, comercialização ou importação de medicamentos.
A agência explicou que os produtos foram fabricados regularmente, mas os dois lotes tinham sido destinados a outros países e não ao mercado brasileiro. Por isso, não há garantia de que as condições adequadas de armazenamento e transporte tenham sido mantidas durante a entrada irregular no país.
O que está proibido
Além da apreensão, a Anvisa proibiu qualquer forma de venda, armazenamento, distribuição, importação, exportação, transporte e propaganda dos dois lotes.

A determinação vale somente para os lotes H7953B14 e H7953B06.
Para que serve o Ocrevus
O Ocrevus é utilizado no tratamento de pacientes com formas recorrentes da esclerose múltipla e também de casos de esclerose múltipla progressiva primária.
O medicamento possui registro aprovado pela Anvisa e é comercializado no Brasil dentro das regras sanitárias estabelecidas pela agência.
Outro caso envolvendo medicamentos
A Laf Med já havia sido autuada anteriormente pela distribuição de medicamentos falsificados. Na ocasião, o caso foi encaminhado às autoridades policiais.
Em outra decisão publicada pela Anvisa, a agência também determinou o recolhimento de medicamentos manipulados estéreis produzidos pela ICT Farmacêutica entre 31 de agosto e 2 de setembro de 2026.
Essa medida aconteceu após serem identificadas falhas consideradas críticas em diferentes etapas da produção, incluindo processos de esterilização, controle ambiental e garantia da qualidade dos produtos.


