O céu está encoberto e você acha que pode deixar o protetor solar de lado? Essa decisão pode ser um erro. Pois saiba que mesmo quando o Sol não aparece, a radiação ultravioleta (UV) ainda pode atravessar as nuvens e atingir a pele e os olhos.
O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) alerta que a nebulosidade não elimina os riscos da exposição solar. Sendo assim, os cuidados com a proteção necessitam continuar mesmo nos dias em que o tempo parece mais ameno.
O risco que não conseguimos enxergar
Diferentemente da luz visível, a radiação ultravioleta não pode ser percebida pelos olhos humanos. Ela é emitida através do Sol e, em níveis elevados, pode acabar causando danos à saúde.
De acordo com o meteorologista Thiago Barros, da Coordenação de Estudos de Clima e Projetos Especiais do Inema, a quantidade de radiação que chega ao solo vai variando conforme as condições atmosféricas.

Nem toda nuvem protege da mesma forma
A cobertura de nuvens pode diminuir a intensidade dos raios UV, mas isso depende de fatores como a espessura, a altitude e o tipo de formação.
Nuvens mais densas podem bloquear uma parcela maior da radiação. Já as mais finas permitem que uma quantidade significativa desses raios atravesse a cobertura e alcance a superfície.
Por isso, o Inema alerta que o céu nublado não é garantia de proteção contra a radiação ultravioleta.
Você sabe quais danos que a radiação UV pode causar?
A exposição excessiva aos raios ultravioletas pode provocar queimaduras solares, acelerar o envelhecimento da pele, além de aumentar o risco de câncer de pele. Os olhos também podem acabar sofrendo danos quando ficam expostos sem proteção adequada.
Cuidados que devem continuar mesmo com o céu fechado
O Inema recomenda manter medidas de proteção durante a exposição ao ar livre. Entre os cuidados estão:
- Usar protetor solar adequado à pele;
- Utilizar óculos escuros com proteção contra raios UV;
- Vestir roupas que cubram parte do corpo;
- Usar chapéus ou outros acessórios que protejam o rosto e a cabeça;
- Evitar exposição prolongada nos períodos de maior intensidade da radiação.
Como acompanhar os níveis de radiação UV
O Inema monitora o Índice de Radiação Ultravioleta (IUV), indicador que ajuda a identificar a intensidade dos raios que chegam à superfície e os riscos associados à exposição.
A classificação utilizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) divide o índice em cinco níveis: baixo, moderado, alto, muito alto e extremo.
As informações podem ser consultadas no portal do Inema, na área de monitoramento da radiação ultravioleta.


