O Ministério da Saúde começou na última quinta- feira (23) a distribuir de uma maneira especial o medicamento Ciclofosfamida para todo o Brasil, garantindo assim a continuidade do tratamento dos pacientes oncológicos do SUS.
O recebimento desses medicamentos, em geral, depende de aquisições feitas pelos estados e por centros de referência em oncologia. Porém, devido a dificuldades técnicas na produção sofrida pelo único fornecedor nacional, o Governo brasileiro optou por intervir e iniciar uma compra internacional com 140 mil unidades da medicação, sendo 100 mil comprimidos de 50 mg e 40 mil frascos de ampola de 1g.
Já foram entregues na quinta-feira (23) lotes com 7 mil ampolas ao almoxarifado do Ministério da Saúde (MS). O Instituto Nacional do Câncer (Inca), que fica localizado no Rio de Janeiro, foi um dos primeiros a receber cerca de 377 frascos de ampola da medicação.
De acordo com o MS o envio dos medicamentos a outras instituições de referências vai ser realizado de forma gradual, conforme os agendamentos prévios, e se for necessário poderão ser adquiridos de forma imediata mais de 40 mil comprimidos e ou frascos de ampola evitando assim o desabastecimento da rede pública de saúde.
Distribuição dos medicamentos por estado:
- AL: 68
- AM: 238
- AP: 13
- BA: 646
- CE: 45
- DF: 278
- ES: 121
- MA: 264
- MG: 420
- MS: 56
- MT: 79
- PA: 297
- PB: 103
- PE: 156
- PI: 149
- PR: 525
- RJ: 507
- RN: 344
- RO: 114
- RR: 38
- RS: 629
- SC: 649
- SE: 22
- SP: 1.146
- TO: 94
Total distribuído: 7.001 unidades
Com a nova diretriz, a compra dos medicamentos oncológicos que são incorporados ao SUS como a ciclofosfamida passa a ser centralizada no Ministério da Saúde. Essa medida amplia a participação federal nos investimentos e possibilita negociações em âmbito nacional, o que pode resultar em melhores condições de preço.
Entre as etapas seguintes estão a definição dos protocolos prioritários e a adequação dos sistemas de regulação. E também já está previsto um período de transição, com o objetivo de assegurar que o atendimento aos pacientes não seja interrompido.
FONTE: MINISTERIO DA SAÚDE
Foto: Reprodução/ Ministério da Saúde


