Sthe Matos e Larissa Manoela chamaram atenção para diferentes formas de viver com a endometriose, uma doença que afeta as mulheres e pode causar dores intensas, afetar a fertilidade e, em alguns casos, ela até mesmo pode evoluir sem sintomas aparentes.
A influenciadora baiana Sthe Matos descobriu a condição durante uma investigação sobre a dificuldade de engravidar novamente. Já a atriz precisou passar por uma cirurgia para fazer a remoção dos focos da doença.
Esses relatos reforçam que a endometriose pode se manifestar de maneiras diferentes em cada mulher.
Entenda mais sobre a doença
A endometriose acontece quando um tecido semelhante ao revestimento interno do útero cresce em outras regiões do corpo, como ovários, trompas, intestino e bexiga. Esse crescimento pode acabar provocando inflamações e a formação de aderências, que são espécies de cicatrizes internas.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 190 milhões de mulheres em idade reprodutiva convivem com a doença no mundo.
Nem sempre a doença acompanha dor
Apesar de ser conhecida pelas cólicas intensas, a endometriose também pode não apresentar sintomas.
Entre os sinais mais comuns estão:
- Cólicas menstruais fortes;
- Dor pélvica;
- Dor durante as relações sexuais;
- Desconforto ao urinar ou evacuar;
- Dificuldade para engravidar.
De acordo com especialistas, algumas mulheres só descobrem a doença durante exames para investigar a infertilidade.
“Não sentir dor não significa que a endometriose não exista. Algumas mulheres recebem o diagnóstico somente durante uma investigação de infertilidade”, explica o cirurgião Marcos Travessa, coordenador do Núcleo de Ginecologia do Instituto Brasileiro de Cirurgia Robótica (IBCR).
Fertilidade exige atenção
A endometriose pode estar associada à dificuldade para engravidar, principalmente quando a doença provoca inflamações, alterações nos ovários, aderências ou obstrução das trompas. Mas o diagnóstico da doença não significa que a mulher será infértil, muitas dessas pacientes conseguem engravidar naturalmente.
A investigação da doença é feita a partir da análise dos sintomas, do histórico da paciente e de exames como ultrassonografia transvaginal especializada e ressonância magnética da pelve, que ajudam a identificar a localização e a gravidade das lesões.
O tratamento varia conforme cada caso e pode incluir:
- Medicamentos para controle da dor;
- Tratamentos hormonais;
- DIU hormonal;
- Técnicas de reprodução assistida;
- Cirurgia, quando indicada.
Cirurgia pode ser opção em casos específicos
A cirurgia é avaliada principalmente quando existem dores persistentes, lesões profundas ou comprometimento de outros órgãos.
Entre as técnicas utilizadas estão a videolaparoscopia e a cirurgia robótica, que permitem ao médico visualizar melhor a região e remover lesões com maior precisão em casos complexos.
“A cirurgia não é indicada para todas as pacientes. Quando necessário, deve ser planejada de acordo com cada caso”, afirma Marcos Travessa.
A escolha do tratamento vai depender da extensão da doença, dos sintomas, da idade da paciente e do desejo de engravidar.

