Mesmo com os avanços das informações e um maior acesso à saúde, o câncer de ovário ainda é, na maioria dos casos, descoberto de forma tardia. Segundo dados internacionais, cerca de 70% dos diagnósticos acontecem em estágios avançados da doença, o que reduz as chances de tratamento mais eficaz.
No Dia Mundial do Câncer de Ovário, que é celebrado no dia 8 de maio, o alerta ganha força: por que ainda se chega tão tarde ao diagnóstico?
De acordo com especialistas, o principal problema está na forma do aparecimento dos sintomas. Diferente de outras doenças, o câncer de ovário costuma dar sinais pouco específicos, que muitas vezes são confundidos com situações comuns do dia a dia.
Entre os sintomas mais frequentes estão:
- Inchaço abdominal persistente;
- Sensação de saciedade rápida ao comer;
- Desconforto ou dor na região pélvica;
- Alterações intestinais ou urinárias.
Apesar de muitas vezes as mulheres perceberem esses sintomas,os sinais acabam sendo ignorados ou minimizados, o que vem contribuindo no atraso na identificação da doença.
A mastologista Dra. Anna Paola Noya Gatto explica que o cuidado com a saúde feminina necessita ir além das consultas rotineiras. Segundo ela, é fundamental e necessário observar o próprio corpo com mais atenção e levar sintomas recorrentes a sério.
“Não é apenas sobre reconhecer os sinais, mas sobre não ignorá-los. Muitas mulheres acabam normalizando desconfortos, e isso pode atrasar o diagnóstico”, destacou.
Dra Anna reforça que, atualmente, ainda não existem métodos mais eficazes no rastreamento em larga escala para o câncer de ovário, o que torna a escuta clínica e o acompanhamento contínuo cada vez mais importantes.
Cuidado continuo faz a diferença
Com uma atuação voltada para a saúde integral da mulher, a doutora defende uma abordagem mais completa, que considere cada paciente de forma individual. A ideia é a integração das diferentes áreas da medicina para juntos identificarem os riscos com uma maior precisão e agir de forma antecipada.
O recado para as pessoas é bem claro: a informação é importante, mas precisa vir com um acompanhamento de atenção aos sinais do corpo e uma busca por avaliação médica quando algo não está normal.
No caso do câncer de ovário, o tempo pode fazer toda a diferença entre um diagnóstico precoce e um tratamento mais complexo.


