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Hoje é o Dia Mundial de Conscientização sobre o TDAH

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Todo dia 13 de julho o mundo para para falar sobre um transtorno que afeta milhões de pessoas e que ainda carrega muito preconceito. É o Dia Mundial de Conscientização sobre o TDAH, o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade.

A data existe para lembrar uma coisa simples: TDAH não é falta de esforço, não é frescura e não é escolha. É uma condição neurobiológica, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde e por especialistas do mundo todo.

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O que é o TDAH, afinal?

O TDAH é um transtorno de origem genética que começa na infância e, na maioria das vezes, acompanha a pessoa por toda a vida. Ele se manifesta por meio de três características principais: desatenção, inquietude e impulsividade.

Também é conhecido como DDA, ou pelas siglas em inglês ADD e ADHD.

Isso é coisa da cabeça ou existe de verdade?

Existe, sim e não há controvérsia científica sobre isso. O TDAH é validado por um Consenso Internacional assinado pelos maiores especialistas em neurociência e psiquiatria do planeta.

Ainda assim, é comum ouvir por aí que “TDAH não existe” ou que é “invenção da indústria farmacêutica”. Segundo a Associação Brasileira de Déficit de Atenção, essas afirmações partem de pessoas sem respaldo científico. Muitos nunca publicaram uma única pesquisa sobre o tema, mas insistem em falar com autoridade que não têm.

Quantas pessoas convivem com o TDAH?

O transtorno é o mais comum entre crianças e adolescentes encaminhados a atendimento especializado. As estimativas apontam que ele atinge entre 3% e 5% das crianças em diferentes partes do mundo.

E não é coisa que “passa” com a idade: em mais da metade dos casos, o TDAH continua na vida adulta, geralmente com menos hiperatividade, mas com a desatenção ainda muito presente.

Como o TDAH aparece no dia a dia

Na infância, os sinais costumam aparecer na escola e nas relações com colegas, pais e professores. São as crianças chamadas de “avoadas”, “no mundo da lua” ou com “bicho carpinteiro” porque não páram quietas. Meninos tendem a mostrar mais hiperatividade e impulsividade; meninas, mais desatenção. Porém, ambos convivem com dificuldades de concentração.

Na vida adulta, o quadro muda de forma, não de fundo. Aparecem esquecimentos frequentes, dificuldade em manter o foco no trabalho, inquietação constante e impulsividade nas decisões. Muitos adultos com TDAH também enfrentam ansiedade, depressão ou uso problemático de álcool e drogas como condições associadas.

De onde vem o TDAH?

A ciência já descartou explicações antigas, como má criação, excesso de açúcar ou tempo de tela, como causas do transtorno. O que os estudos mostram é outra coisa: o TDAH está ligado a alterações no funcionamento do cérebro, especialmente na região frontal, responsável por atenção, autocontrole e planejamento.

Nessa região, o funcionamento de neurotransmissores como a dopamina e a noradrenalina aparece alterado, e é isso que compromete a capacidade de concentração e de controle dos impulsos.

Entre os fatores associados a essas alterações estão:

  • Genética: estudos com gêmeos e crianças adotadas comprovam um forte componente hereditário. Não existe um “gene único” do TDAH, mas uma predisposição que envolve vários genes.
  • Uso de álcool e nicotina na gravidez: pode afetar o desenvolvimento cerebral do bebê.
  • Sofrimento fetal: complicações no parto aparecem associadas a mais casos de TDAH, embora a relação de causa ainda não seja totalmente clara.

Já fatores como dinâmica familiar, corante amarelo, luz artificial ou deficiências vitamínicas foram investigados e descartados como causas do transtorno.

Por que essa data importa

Falar sobre TDAH em 13 de julho é também um convite a olhar com mais empatia para quem convive com o transtorno, seja na sala de aula, no trabalho ou em casa. Segundo a psicóloga Juliana Dória, entender que existe uma base biológica por trás da desatenção e da inquietude ajuda a substituir o julgamento pelo acolhimento.

Fonte: Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA)

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