Ciência e Saúde

Outubro Laranja: os impactos positivos da alimentação saudável para pessoas com TDAH

Publicado em 21/10/2026 às 14:25

No Brasil, estima-se que cerca de 11 milhões de pessoas convivam com essa condição

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é uma condição neurobiológica do desenvolvimento caracterizada por três sintomas principais: desatenção, hiperatividade e impulsividade em níveis intensos, capazes de prejudicar o dia a dia.

De acordo com um relatório do Ministério da Saúde, a prevalência estimada de sintomas no Brasil é de 7,6% entre crianças e adolescentes de 6 a 17 anos, 5,2% entre pessoas de 18 a 44 anos e 6,1% na população com mais de 44 anos.

O tratamento do TDAH é multimodal e envolve diferentes intervenções terapêuticas. Entre os cuidados complementares, a adoção de hábitos saudáveis, incluindo uma alimentação equilibrada, pode contribuir para o bem-estar e a qualidade de vida.

O cérebro consome cerca de 20% a 25% da energia do corpo, o que torna o suporte nutricional importante para seu funcionamento. Nesse contexto, uma dieta equilibrada pode favorecer a concentração, a energia e a disposição.

Foto: Reprodução/ D2 – estúdio fotográfico

Entre os nutrientes importantes para a saúde cerebral estão:

  • Proteínas,
  • Ferro,
  • Zinco,
  • Vitaminas do complexo B
  • Ômega-3.

No entanto, nenhum nutriente isolado é capaz de tratar o TDAH. O objetivo é manter uma alimentação variada e equilibrada, que contribua para a saúde geral.

A nutricionista Caroline Costa destaca a importância dos hábitos alimentares saudáveis. “Uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras, proteínas de qualidade, cereais integrais e fontes de ômega-3, como sardinha e salmão, contribui para o bom funcionamento cerebral. Além disso, manter horários regulares para as refeições, evitar longos períodos em jejum e garantir uma boa hidratação são hábitos importantes para favorecer a concentração e a disposição”, afirma.

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Caroline também alerta para o consumo excessivo de cafeína, que pode intensificar a ansiedade e prejudicar a qualidade do sono. Esses fatores interferem no bem-estar e podem contribuir para o aumento do estresse.

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