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Quando a infertilidade não tem explicação: condição afeta até 15% dos casais

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A dificuldade para engravidar afeta cerca de 17,5% da população mundial em idade fértil, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre os casais que buscam ajuda especializada, um dos diagnósticos mais desafiadores é a Infertilidade Sem Causa Aparente (ISCA), responsável por 10% a 15% dos casos de infertilidade.

“Quando todos os exames de rotina apresentam resultados normais, mas a gestação não acontece de forma espontânea, consideramos um caso de Infertilidade Sem Causa Aparente”, explica a médica Valentina Cotrim, especialista em medicina reprodutiva da Huntington Cenafert. Nesses casos, exames como espermograma, avaliação da reserva ovariana, dosagens hormonais e investigação da permeabilidade das tubas uterinas não apontam alterações.

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A infertilidade é caracterizada pela ausência de gravidez após 12 meses de tentativas, sem uso de métodos contraceptivos, em mulheres com menos de 35 anos. Hoje, sabe-se que o problema não está relacionado apenas à mulher: cerca de 35% dos casos têm origem feminina, 35% masculina e os demais envolvem ambos os parceiros ou permanecem sem causa definida.

“Nesse último grupo, é preciso aprofundar a investigação para identificar fatores que não aparecem nos exames convencionais”, destaca Valentina.

O que pode estar por trás da infertilidade sem causa aparente?

Mesmo quando os exames iniciais são normais, uma investigação mais detalhada pode identificar fatores como:

  • alterações na qualidade dos óvulos ou dos espermatozoides;
  • alterações genéticas ou cromossômicas;
  • distúrbios hormonais ou ovulatórios de difícil identificação;
  • alterações na receptividade do endométrio ou na interação entre embrião e útero;
  • formas iniciais de endometriose e outras alterações pélvicas;
  • alta fragmentação do DNA dos espermatozoides.

Gravidez é possível

Apesar da dificuldade em identificar a causa, a ISCA não significa que a gravidez seja impossível. Com os avanços da medicina reprodutiva, é possível aprofundar a investigação e indicar o tratamento mais adequado para cada casal.

Segundo a especialista, muitos casos podem ser resolvidos com medidas menos invasivas, como mudanças no estilo de vida, tratamento hormonal ou indução da ovulação. Quando necessário, técnicas de reprodução assistida, como inseminação intrauterina e fertilização in vitro (FIV), podem ser indicadas.

“Muitos casos podem ser tratados com medidas menos invasivas. Quando essas estratégias não são suficientes, recorremos às técnicas de reprodução assistida. O mais importante é que cada casal seja avaliado de forma individualizada”, afirma.

Para Valentina Cotrim, a ausência de um diagnóstico imediato não deve ser encarada como falta de esperança. “A incerteza não significa que a gravidez seja impossível, mas sim que é preciso uma investigação cuidadosa para encontrar o melhor caminho”, conclui.

Sobre a Huntington Cenafert

Localizada em Ondina, em Salvador, a Huntington Cenafert é especializada em reprodução assistida e já contabiliza mais de 3.500 bebês nascidos por meio de diferentes técnicas. A clínica integra um dos principais grupos de Reprodução Assistida do Brasil e oferece atendimento multidisciplinar, desde tratamentos de menor complexidade até técnicas avançadas de fertilização.

Mais informações: cenafert.com.br

 

 

 

Foto: Reprodução/ Magnific

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