Ciência e Saúde

SUS garante atendimento psicológico para mulheres em situação de violência

Foto: Reprodução: João Risi/MS
Publicado em 30/08/2026 às 12:55

O Ministério da Saúde passou a oferecer, desde a última segunda-feira (24), 100 mil teleatendimentos mensais de saúde mental para mulheres em situação de violência e também para mães atípicas de todo o Brasil. Esse serviço também atende familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras.

A iniciativa está disponível através do aplicativo Meu SUS Digital e tem o intuito de facilitar o acesso ao acompanhamento psicológico, principalmente para mulheres que enfrentam situações de vulnerabilidade ou têm dificuldades para sair de casa.

 

Mulheres e mães atípicas têm acesso a teleatendimento pelo SUS- Foto: Reprodução/ Freepik

Saiba como funciona

Para acessar o serviço, é necessário entrar no Meu SUS Digital com uma conta gov.br. Logo após, basta selecionar “Miniapps” e escolher “Acolhe Mais + Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres”.

A usuária vai ser direcionada para a plataforma da AgSUS, onde vai fazer um cadastro e informará sua situação. Em até 24 horas, a equipe entrará em contato para marcar a consulta.

Sobre os atendimentos

As consultas acontecem de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h. O atendimento é realizado por psicólogas mulheres, capacitadas para identificar situações de risco e oferecer uma escuta especializada.

Nos casos de violência, cada usuária pode realizar até 10 sessões, com possibilidade de iniciar um novo ciclo quando necessário. Também pode haver encaminhamento para CAPS ou outros serviços da rede de saúde.

Quem pode acessar

Violência – Mulheres que vivem ou já viveram situações de violência podem acessar o serviço.

Cuidado – Mães, tias, avós, irmãs e outras familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras também são atendidas.

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A proposta considera dificuldades comuns na rotina dessas cuidadoras, como falta de tempo, sobrecarga e problemas de deslocamento, oferecendo atendimento remoto e espaço para cuidar da própria saúde mental.

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