Ciência e Saúde

Uso prolongado de adoçantes pode alterar o metabolismo

faran-raufi-u_Mwofs_zu0-unsplash
Publicado em 16/09/2026 às 11:16

Consequências de substâncias adoçantes podem afetar gerações futuras

Pessoas que decidem viver de forma saudável fazem trocas alimentares a fim de ingerir menor quantidade de açúcar e calorias, a exemplo da sucralose e da estévia, que possuem alto poder adoçante, não sendo necessárias quantidades altas, e não provocam tanto aumento da glicose no sangue.

Análise em animais

Um estudo, desenvolvido por pesquisadores da Universidade do Chile e publicado na revista científica Frontiers in Nutrition, utilizou 47 camundongos machos e fêmeas para que pudessem analisar a atuação das duas substâncias no organismo.

Os animais foram divididos em três grupos. Cada um recebeu apenas água ou água adicionada de doses de sucralose ou estévia. Após isso, os camundongos foram reproduzidos em duas gerações, que passaram por um teste de tolerância oral à glicose, além de terem amostras fecais recolhidas para analisar alterações no microbioma intestinal.

Resultados

Os efeitos também chamaram atenção nas gerações seguintes. Na primeira, apenas os machos descendentes do grupo que consumiu sucralose apresentaram sinais de intolerância à glicose. Na segunda, os pesquisadores observaram aumento da glicose em jejum entre os machos ligados à sucralose e as fêmeas do grupo da estévia.

Apesar de a estévia ter um impacto mais leve, o estudo declara que ambos os adoçantes contribuíram para a redução da produção de substâncias benéficas pelas bactérias presentes no sistema intestinal, passando para as duas gerações.

Por fim, a autora principal da pesquisa, Dra. Francisca Concha Celume, diz que não é possível afirmar que o que aconteceu com os camundongos pode, necessariamente, acontecer com os humanos. Para isso, torna-se crucial a continuação dos estudos.

Publicidade

“O objetivo desta pesquisa não é criar alarme, mas destacar a necessidade de investigações adicionais. Pode ser razoável considerar a moderação no consumo desses aditivos e continuar estudando seus efeitos biológicos de longo prazo”, afirma.

 

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *