O Teatro Vila Velha, um dos mais importantes espaços culturais de Salvador, celebrou 62 anos na última sexta-feira (31) enquanto passa por uma ampla revitalização promovida pela Prefeitura. Localizado no Passeio Público, no Centro da capital baiana, o equipamento deve ser reaberto ainda em agosto com estrutura modernizada, mas sem perder as características que marcaram sua história.
Conhecido pelo palco em formato de arena, que pode ser adaptado para diferentes espetáculos, o teatro teve a essência arquitetônica preservada durante as obras. A proposta do projeto é atualizar o espaço para atender às demandas atuais, garantindo mais acessibilidade, conforto e tecnologia, sem descaracterizar sua identidade.
As intervenções envolvem a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), a Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), a Secretaria de Manutenção (Seman) e a Superintendência de Obras Públicas de Salvador (Sucop).
Entre as melhorias estão a modernização da iluminação, acústica e climatização, reforma completa da rede elétrica, instalação de elevadores, novos camarins e banheiros acessíveis, além da atualização do sistema de prevenção contra incêndios.
Espaços tradicionais do teatro também foram requalificados. O Café Cabaré dos Novos ganhou nova iluminação e tratamento acústico, enquanto a sala de ensaio Mário Gusmão, a área de oficinas e o Centro de Pesquisa e Memória do Teatro Vila Velha passaram por melhorias estruturais.
O projeto foi elaborado pela Fundação Mário Leal Ferreira com participação do arquiteto alemão Carl Von Hauenschild, responsável pelo projeto original do teatro, ao lado dos arquitetos Nivaldo Andrade e Alexandre Prisco.
Segundo a presidente da FMLF, Tânia Scofield, a requalificação buscou conciliar preservação histórica e inovação. O objetivo foi adaptar o espaço às necessidades contemporâneas, ampliando a acessibilidade e incorporando novas tecnologias sem alterar a identidade do equipamento cultural.
Saiba mais
Fundado em 1964, em plena ditadura militar, o Teatro Vila Velha tornou-se um símbolo da produção artística e da resistência cultural baiana. Ao longo de mais de seis décadas, recebeu nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa, Tom Zé, Lázaro Ramos, Wagner Moura e o Bando de Teatro Olodum, consolidando-se como um dos principais palcos culturais do país.
