Debate reuniu diferentes experiências sobre os desafios e as possibilidades de transformar realidades por meio dos negócios
O empreendedorismo, muitas vezes, é o pontapé inicial para aqueles que precisam e desejam garantir autonomia e renda financeira. Por isso, seus desafios são diversos, desde o planejamento à conquista de um lugar no mercado de trabalho. Mas, quando se fala na iniciativa dentro da periferia, outros fatores devem ser considerados, como a falta de oportunidades e o preconceito.
De acordo com um levantamento feito em 2023 pelo Data Favela, o empreendedorismo nas periferias do Brasil movimenta milhões de negócios, sendo liderados, principalmente, por mulheres negras. Com isso, diversos debates têm sido levantados, como na Conferência da Expo Favela Innovation Bahia 2026, em Salvador, a fim de fortalecer identidades e criar oportunidades.

Presente nessa iniciativa, a representante da Fundação Paulo Cavalcante, Cris Santos, diz que o pertencimento é crucial para a valorização dos empreendedores e da economia criativa, apresentando o Projeto Marsúpio, iniciado com a finalidade de acolher e capacitar essas pessoas.
Em relato, Andrea Ribeiro, moradora do Subúrbio Ferroviário, conta que o seu começo nesse mundo se iniciou em 2019, na área de alimentação, e afirma que esse projeto foi um “divisor de águas”.
“Tiveram um olhar para nós, mulheres do Subúrbio. […] Levo o meu trabalho muito a sério, me dedico bastante, agrego valor ao meu trabalho”, disse.
Discutir essas questões amplia o olhar sobre a capacidade daqueles que vivem nas comunidades, valorizando suas identidades, potencialidades, histórias e conhecimentos. Esse tipo de diálogo também contribui para desfazer preconceitos associados a esses territórios, muitas vezes vistos apenas pelas dificuldades que enfrentam, permitindo enxergar além dessas limitações e reconhecer os talentos.


