A pandemia, sem dúvida, colaborou para o lançamento de “Sincérico Brasileiro”, primeiro trabalho autoral de Érico Brás como cantor, disponibilizado nesta sexta-feira (18), em todas as plataformas digitais. “Esse momento de ociosidade, de reclusão, serviu pra isso também, pra criação, pra construção do disco. Aproveitei pra tocar nesse lado artístico, que é a música”, disse o também ator, em entrevista exclusiva ao Alô Alô Bahia.
A expressão que batiza o álbum foi criada pelo próprio artista, misturando ao seu nome a brasilidade e a sinceridade que as composições (próprias, do parceiro carioca Ed Veneno, e do baiano Raimundo Bida) carregam. A pluralidade que caracteriza a música nacional é uma das premissas que Érico sustenta, abraçando as diferentes sonoridades que o moldaram. A forte influência da música baiana, com a percussão, por exemplo, está em “A Dama e o Vagabundo”; a inspiração da leveza do reggae está em “Amar a Boa”, assim como o forró não esconde a influência nordestina dele em “Digaí”.
“Queria que ele (o EP) tivesse muito da minha sinceridade em relação aos assuntos abordados, amor, paixão, alegria, tudo o que canto, o que sou e o que aprendi ao longo da minha vida e da carreira artística, que tem mais de 30 anos”, nos revelou. O resultado é um projeto que procura contar um pouco sobre Érico por meio das suas diversas referências musicais e que vai ganhar mais faixas ao longo dos meses. “Cantar a minha música é mais do que nunca responsabilidade com tudo o que penso e tudo o que eu acho que pode ser o mundo”, finaliza.
Redação Alô Alô Bahia
Foto Ronald Santos Cruz

