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Museu em Salvador recebe festival de moda com desfiles, feira artesanal e coleções colaborativas

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Os jardins do Museu de Arte Contemporânea da Bahia, em Salvador, serão palco de desfiles e uma feira de moda artesanal que promoverão o encontro entre criação autoral e saberes manuais tradicionais. Criado pela Nordestesse, o Festival Mãos da Moda Bahia acontece entre os dias 22 e 24 de maio, conectando seis marcas autorais e seis grupos artesanais de diferentes territórios do estado em um processo de criação colaborativa que levou cerca de seis meses.

O resultado poderá ser visto nas passarelas do evento: coleções construídas a partir de renda de bilro, bordado caseado, ponto cheio e crivo rústico, em peças que impressionam não apenas estética, mas também memória, ancestralidade e permanência.

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Os desfiles acontecem ao longo do sábado e domingo, reunindo diferentes linguagens da moda autoral baiana, da alfaiataria contemporânea ao streetwear, das bijoux conceituais à moda regenerativa.

No sábado, às 15h20, a Areia apresenta a coleção “Mimosa 2: Açucarados”, desenvolvida em parceria com a Associação das Mulheres Artesãs Padre André, de Correntina. Conhecida pela modelagem oversized e pelo trabalho com fibras naturais, a marca criada por Adailton Junior incorpora bordados e elementos artesanais em uma roupa leve, solar e contemporânea.

Às 15h50, a TEROY13, marca criada pelos soteropolitanos Alexsandro Rodrigues e Albert Lefundes, apresenta a coleção “Vertigem”, desenvolvida em parceria com o grupo Mulheres do Algodão de Guanambi. Com forte influência do streetwear, do clubber wear e das subculturas periféricas, a marca mistura moda urbana e manualidade em peças bordadas sobre corino, sarja, jeans e tricoline.

“Foi um desafio adaptar o bordado que fazemos a esses tecidos mais pesados, tivemos até de criar um ponto novo”, diz Ana Fiúza Caires, fundadora do Grupo Mulheres do Algodão de Guanambi.

Fechando os desfiles de sábado, às 16h20, a InttuÍ leva para o MAC_BAHIA a coleção “Pele de Céu”, criada ao lado da Rendavan, Associação de Rendeiras de Dias D’Ávila especializada em renda de bilro e bordado.

No domingo, às 15h20, Luci Bortowski apresenta “Memórias para o Futuro”, coleção desenvolvida junto à Associação dos Artesãos de Saubara, mesclando renda de bilro e cestaria. Conhecida pelo trabalho com reaproveitamento têxtil e moda regenerativa, a estilista transforma toalhas, rendas, bordados e tecidos antigos em novas peças, em diálogo com a tradição da renda de bilro produzida pelas artesãs do Recôncavo Baiano, lideradas pela mestra Maria do Carmo Amorim, quarta geração de uma família de rendeiras.

Às 15h50, a Dua apresenta “Benditas”, coleção criada em colaboração com a Associação Artesanal Chitarte, de Cachoeira. Fundada por Camila Oliveira ao lado da mãe, a marca de bijoux parte de referências afro-brasileiras, memória familiar e religiosidade para criar peças marcadas por dourado, búzios e experimentações com diferentes materiais.

A coleção “Benditas” homenageia a Irmandade da Boa Morte, também de Cachoeira, e terá maxibijoux vestíveis que mesclam metal e bordado crivo rústico e ponto-cheio, executado pelas artesãs da Chitarte, conhecida pelo bordado sobre chita, técnica que transformou o grupo em Patrimônio Cultural da Bahia.

Encerrando os desfiles, às 16h10, Adriana Meira apresenta “Rio que Conta”, coleção criada em parceria com a Associação de Mulheres Artesãs de Barra Bananal e Riacho das Pedras, em Rio de Contas, na Chapada Diamantina. Conhecida pelos patchworks e pelas aplicações têxteis carregadas de referências afro-brasileiras e do sertão, a estilista incorpora ao trabalho o crivo rústico produzido pelas artesãs da Chapada Diamantina.

 

Fonte: Alô Alô Bahia

Foto: Divulgação

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